Reino Unido: LIDERANÇA DOS TRABALHISTAS CAI PARA 19 PONTOS PERCENTUAIS EM MEGA-SONDAGEM MAS NÃO CONSIDERA OS INDECISOS

Os institutos de sondagem começam a divulgar as últimas sondagens de intenção de voto antes do dia 4 de julho.

A vantagem dos trabalhistas sobre os conservadores caiu para 19 pontos percentuais na última sondagem de Redfield e Wilton. O trabalho de campo realizado junto de 20.000 eleitores entre 28 de junho e 2 de julho mostrou que os trabalhistas desceram um ponto, com 41%, enquanto os conservadores subiram três pontos, para 22%. O ReformUK, que tem sido alvo de críticas generalizadas em relação aos seus candidatos, desceu dois pontos, e tem agora 16%.

As sondagens sugerem um estreitamento subtil entre os dois partidos. Segue-se a uma sondagem da Savanta, divulgada na segunda-feira, que dá aos Conservadores um aumento de três pontos, para 24%, colocando-os 15 pontos atrás dos Trabalhistas, com 39%.

Mas as eleições gerais no Reino Unido realizam-se já na próxima quinta-feira e cerca de uma em cada oito pessoas ainda não decidiram em quem vvotar. As sondagens sugerem, na quase totalidade, que os trabalhistas estão a caminho de uma vitória histórica, mas a escala da derrota dos conservadores – de pesada a catastrófica – pode ser decidida pelo grande grupo de eleitores ainda indecisos.

Prevê-se que os trabalhistas ganhem 428 lugares, dando ao partido uma impressionante maioria de 102. Os Tories (conservadores) deverão cair para apenas 127 lugares e algumas sondagens põem em causa se chegarão sequer aos três dígitos. Os Liberais Democratas poderão passar de 11 nas eleições de 2019 para 50. O ReforUK, embora se preveja que venha a obter uma quota de 16% dos votos, não deverá ganhar mais de dois lugares, mas custará aos conservadores lugares (aos trabalhistas e a outros partidos) em todo o país.

Muitos eleitores, questionados pelas equipas de sondagens, dizem que estão indecisos ou que podem ainda mudar de ideias antes do dia da votação e espera-se que muitos deles estejam indecisos até estarem na cabina de voto, de lápis na mão.

Por isso, os resultados encontrados calculam, por meios discutíveis, em quem os indecisos poderão votar. Assim, os resultados à boca das urnas podem ser bem diferentes. Neste momento, segundo o site do YouGov, cerca de 6 em cada 10 eleitores estão indecisos, isto é, cerca de 40% do total de eleitores. Se retirarmos os 26% da normal abstenção, estaremos a falar de 14% dos eleitores ainda não decidiram em quem votar. Não será suficiente para mudar o resultado e a vitória dos trabalhistas, mas poderá mudar o resultado. Assim, há que esperar por sexta-feira e apurar os resultados.

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