Reino Unido: PREÇOS DE BANDA LARGA (BROADBAND) VÃO AUMENTAR CERCA DE 8%

Milhões de clientes de serviços móveis e de banda larga (broadband) enfrentam aumentos de preços de cerca de 8%, logo após o aumento inesperado da inflação. A maior parte dos principais operadores preveem nos seus contratos aumentos de preços em função do índice de preços no consumidor (IPC) relativo à inflação. Normalmente, os aumentos correspondem ao IPC mais 3,9 pontos percentuais, o que significa aumentos de preços de 7,9%.

O aumento é inferior ao do ano passado, quando a prática levou a aumentos até 17,3%, que teve algum impacto na crise do custo de vida.  Esta poderá ser também a última vez que a inflação é utilizada nos cálculos dos operadores, uma vez que, em dezembro, a autoridade reguladora, Ofcom, propôs a proibição dos aumentos indexados, tal como anunciámos, afirmando que eram demasiado confusos para os consumidores.

Na terça-feira, a BT tornou-se a primeira grande empresa de telecomunicações a abolir os aumentos de preços indexados à inflação para os clientes de telemóveis e de banda larga, embora não sem antes proceder a um último aumento este ano. Os seus clientes pagarão mais 7,9% a partir de abril.

A Vodafone e a Three confirmaram que irão efetuar os aumentos previstos nos contratos actuais, o que significa também um aumento de 7,9% este ano. A Vodafone afirmou que a alteração afetará cerca de metade dos seus clientes, que poderão esperar um aumento de “algumas libras por mês”.

A Three afirmou que o aumento médio dos preços seria inferior a 1,50 libras por mês.

A Vodafone apoiou o trabalho da Ofcom e acrescentou: “Temos uma forte presença no mercado não contratual, que não regista aumentos de preços, e o nosso apoio aos clientes vulneráveis não vai mudar – congelamos os preços para os que estão registados como financeiramente vulneráveis e para os que têm as nossas tarifas sociais móveis ou de banda larga”.

As outras empresas de comunicações móveis ainda não anunciaram se tencionam avançar com os aumentos. O grupo de consumidores ‘Which?’ afirmou que seria “completamente inaceitável” se os fornecedores de serviços continuassem com os aumentos indexados à inflação.

Rocio Concha, diretora de política e defesa da Which?, afirmou: “Este anúncio poderá desencadear uma nova vaga de aumentos de preços por parte dos grandes fornecedores de banda larga e de serviços móveis – apenas 12 meses depois de muitas empresas terem imposto aumentos de preços superiores a 14% aos clientes.

Por fim, a Virgin Media baseia os seus aumentos na taxa de inflação RPI, normalmente mais elevada, e utiliza o valor de janeiro.

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