Reino Unido: INFLACÇÃO DOS PREÇOS DE ALIMENTOS É A MAIS ALTA DOS ÚLTIMOS 10 ANOS

Os preços dos produtos frescos no retalho subiram 4,5% em maio, acompanhando o aumento dos custos de mão de obra desde o Brexit e fertilizantes desde a invasão da Ucrânia. Assim, confirma-se a subida dos preços nas lojas em maio ao ritmo mais rápido da última década, de acordo com os últimos números revelados pelos retalhistas, em consequência do aumento do custo da energia e das importações.

Por outro lado, espera-se que os consumidores venham a enfrentar mais problemas no Verão, devido aos aumentos de preços na rua e online. O último índice de preços nas lojas, do British Retail Consortium (BRC) e NielsenIQ, revela que a inflação de preços no retalho subiu 2,8% em maio, o valor mais alto desde julho de 2011.

O BRC diz que o salto no preço dos alimentos, compensado pelos descontos e promoções em roupas e utensílios domésticos, já tinha sido o responsável pelo aumento de preços em 2,7% em abril. A inflação de alimentos saltou de 3,5% em abril para 4,3% em maio, atingindo o seu maior índice desde abril de 2012.

Os preços dos alimentos frescos foram os mais afetados pelo aumento dos custos, com os agricultores a confirmarem que estavam a lutar para enfrentar o aumento do custo da mão de obra desde o Brexit e o aumento do preço dos fertilizantes desde a invasão da Ucrânia pela Rússia. O custo dos alimentos frescos aumentou 4,5%, enquanto os alimentos em frio, como itens básicos de despensa, aumentaram 4% em maio.

O Serviço Nacional de Estatísticas britânico (ONS) disse que o aumento do custo dos alimentos desempenhou um papel importante no IPC (valor acrescentado dos preços), atingindo o seu valor mais alto nos últimos 40 anos de 9% em abril.

No início desta semana, o ONS disse que um estudo dos preços dos supermercados mostrou que os valores de venda das massas no orçamento familiar aumentaram 50% este ano até abril de 2022, com o custo do pão e da carne picada também subindo substancialmente.

Enquanto isso, os novos dados mostraram que os preços dos produtos não-alimentares proporcionaram uma desaceleração da inflação em 2% em maio e de 2,2% em abril.

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