TÉNIS: BRITÂNICA RADUCANU CONQUISTA US OPEN E DJOKOVIC QUER VENCER HOJE FINAL MASCULINA

A britânica Emma Raducanu conquistou o US Open, ao vencer a canadiana Leylah Fernandez, tornando-se na primeira tenista proveniente da qualificação a vencer um ‘Grand Slam’.

Com apenas 18 anos, Raducanu tornou-se também na mais jovem campeã de um ‘major’ desde 2004, quando Maria Sharapova venceu em Wimbledon, com 17.

A número 150 do ‘ranking’ WTA superou a também jovem adversária, de 19 anos, que figura no 73.º lugar na mesma hierarquia, pelos parciais de 6-4 e 6-3, em uma hora e 51 minutos.

Graças ao triunfo em Flushing Meadows, a britânica, que tinha alcançado os oitavos de final em Wimbledon na sua estreia em torneios do ‘Grand Slam’, deverá ascender à 23.ª posição do ‘ranking’ WTA, enquanto a esquerdina de Montreal deverá subir ao 27.º posto.

“SONHO TORNADO REALIDADE”

A tenista britânica Emma Raducanu, de 18 anos, vencedora do Open dos Estados Unidos, disse ter alcançado o sonho da sua vida, graças ao apoio constante do público nova-iorquino.

“Desde o primeiro dia em que comecei na fase prévia, recebi todo o apoio [do público], que se manteve até à final, porque sem isso, o meu triunfo não teria sido possível”, declarou a primeira ‘qualifier’ a vencer um torneio do ‘Grand Slam’.

“Joguei um grande ténis, diverti-me e no fim consegui um título com o qual sonhava, mas que não pensava alcançar quando cheguei ao torneio para a fase de qualificação. Tal como não sabia o que podia acontecer, quando iniciei a partida frente a Leylah” Fernandez, admitiu a 150.ª da classificação feminina mundial (WTA).

Fernandez (73.ª) fez história, apesar de não ter conquistado o título, ao eliminar as campeãs, a japonesa Naomi Osaka (3.ª), a alemã Angelique Kerber (16.ª) e as favoritas, a ucraniana Elina Svitolina (5.ª) e a bielorrussa Aryna Sabalenca (2.ª).

Raducanu, que arrecadou um prémio de 2,5 milhões de dólares (2,1 milhões de euros) teve um percurso mais fácil, depois de superar a qualificação, ao derrotar na primeira ronda a suíça Stefanie Voegele (128.ª), na segunda, a chinesa Zhang Shuai (49.ª) e na terceira, a espanhola Sara Sorribes (41.ª).

Nos oitavos de final afastou a norte-americana Shelby Rogers (43.ª), que tinha eliminado a favorita do torneio e “número um” mundial, a australiana Ashleigh Barty.

Nos quartos, bateu a campeã olímpica a suíca Belinda Bencic (12.ª) e nas meias, a grega Maria Sakkari (18.ª).

“Foi um percurso de sonho e a cada dia senti-me mais segura do meu jogo”, considerou Raducanu.

Já Fernández, que ganhou um prémio de 1,25 milhões de dólares (um milhão de euros), considerou que esta derrota a vai “perseguir durante um muito longo momento”.

No entanto, “também vai ser motivação para fazer melhor”, declarou a canadiana, de 19 anos.

DJOKOVIC QUER VENCER A FINAL DE HOJE

O sérvio Novak Djokovic disse que vai encarar a final do Open dos Estados Unidos “como se fosse o último jogo”, frente ao russo Daniil Medvedev, no qual poderá tornar-se o tenista com mais títulos do ‘Grand Slam’.

Na sexta-feira o líder do ranking mundial, de 34 anos, impôs-se ao alemão Alexander Zverev, quarto da hierarquia da ATP, pelos parciais de 4-6, 6-2, 6-4, 4-6 e 6-2, e ficou a apenas uma vitória de reescrever a história da modalidade na final de domingo.

O sérvio, que em 2021 já venceu o Open da Austrália, Roland Garros e Wimbledon, pode tornar-se o primeiro tenista masculino a conquistar os quatro ‘majors’ no mesmo ano desde 1969 e estabelecer o recorde de 21 títulos do ‘Grand Slam’, distanciando-se do suíço Roger Federer e do espanhol Rafael Nadal, ambos com 20 troféus.

“Vou jogar como se fosse o último jogo. Porque é, sem dúvida, o mais importante da minha carreira. Será uma grande batalha, frente a um adversário que está em grande forma”,

observou Djokovic, após 3:38 horas de confronto com Zverev, no obstáculo mais difícil que encontrou nesta edição do torneio nova-iorquino em piso duro.

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