CHAMPIONS: FC PORTO COM DUAS AUSÊNCIAS DE PESO DEFRONTA HOJE O CHELSEA

O FC Porto defronta hoje o Chelsea, em Sevilha, ‘casa’ emprestada, em jogo da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol, num encontro em que terá duas ausências de ‘peso’.

Devido à pandemia de covid-19 e das restrições britânicas às viagens, o estádio Ramón Sánchez Pijzuán será o palco dos dois encontros da eliminatória, o primeiro com campeões nacionais a terem o estatuto de visitado e no qual não poderão contar com Sérgio Oliveira e Taremi, ambos castigados.

Pela 11.º vez no ‘top 8’ da mais importante prova europeia de clubes (nona na era ‘Champions’), o FC Porto vai ter pela frente o atual quarto classificado da liga inglesa e equipa que ‘renasceu’ com a entrada do treinador alemão Thomas Tuchel, apesar de os ‘blues’ terem sofrido uma pesada derrota caseira (5-2) com o West Bromwich, na última jornada do campeonato inglês.

Em contraponto, na última ronda da I Liga portuguesa, a equipa treinada por Sérgio Conceição bateu em casa o Santa Clara, por 2-1, com o golo da vitória a aparecer a segundos do final da partida, e reduziu para oito pontos a diferença para o líder Sporting, que na segunda-feira empatou 1-1 com o Moreirense.

Num total de oito jogos disputados nas provas europeias, esta será a segunda vez que o FC Porto encontra o Chelsea numa fase a eliminar, depois de ter ‘caído’ nos oitavos de final da ‘Champions’ em 2006/07.

Os ‘dragões’ só ultrapassaram três de 13 eliminatórias com clubes ingleses nas taças europeias e ficaram fora de prova nas últimas seis. O FC Porto apenas ultrapassou por duas vezes os quartos de final da principal prova europeia de clubes, em eliminatórias a duas mãos, mas, sempre que o conseguiu, acabou campeão europeu.

O FC Porto-Chelsea está agendado para as 21:00 (20:00 horas em Lisboa) e vai ser dirigido pelo árbitro esloveno Slavko Vincic.

City e Real Madrid mais perto das meias-finais

Manchester City e Real Madrid colocaram-se ontem em boa posição para seguirem para as meias-finais da Liga dos Campeões de futebol, depois de venceram em casa o Borussia Dortmund (2-1) e Liverpool (3-1), respetivamente.

Com os internacionais portugueses João Cancelo, Rúben Dias e Berardo Silva no ‘onze’, os ‘citizens’ dominaram quase todos os momentos do encontro da primeira mão dos ‘quartos’, fora um ou outro sobressalto, mas os últimos minutos acabaram por ser tremidos, ainda que mais felizes para os britânicos.

O golo anotado pelo belga Kevin de Bruyne, quando decorria o minuto 19, fez jus à superioridade do City no Eithad Stadium, uma vantagem mínima que podia ter sido dilata em vários momentos, não fosse o falhanço de Foden, já na segunda parte, ou a grande penalidade revertida com auxílio ao videoarbitro (VAR), que podia ter dado o 2-0, antes do intervalo.

Os alemães nunca deixaram de tentar almejar a baliza defendida por Ederson, a começar por Haaland, que não se inibiu de dar trabalho aos opositores, tendo mesmo conseguido ganhar um duelo com Rúben Dias, permitindo a defesa ao guardião brasileiro, antes de assistir Marco Reus no lance que ditou a igualdade, a seis minutos do final.

O avançado germânico colocou um ponto final numa série de sete jogos (788 minutos) sem sofrer golos na prova por parte do City. O último tento consentido aconteceu em 21 de outubro, diante do FC Porto, para a primeira jornada da fase de grupos, quando Luiz Díaz bateu Ederson no mesmo Estádio.

O golo sofrido não afetou a equipa de Pep Guardiola, que carregou sobre a defensiva germânica para ganhar vantagem na eliminatória, graças ao golo de Phil Foden (90), após uma receção primorosa de Gundogan e consequente passe para uma finalização fácil do inglês.

No lado alemão, o lateral esquerdo internacional por Portugal Raphaël Guerreiro cumpriu os 90 minutos.

No Estádio Alfredo di Stefano, em Madrid, o Liverpool, que teve o internacional luso Diogo Jota entre os titulares, teve uma primeira parte para esquecer, não tendo mesmo conseguido efetuar qualquer remate à baliza defendida por Courtois, algo que não acontecia num jogo dos ingleses na prova desde novembro de 2014, na altura também frente aos merengues.

Além de se ter apresentado apático e sem objetividade nos primeiros 45 minutos, o campeão britânico desde a final vencida ante AC Milan, em 2005, que não sofria dois ou mais golos na primeira parte de um jogo a eliminar da prova mais importante de clubes da UEFA.

O avançado brasileiro Júnior Vinícius tornou-se na figura da primeira mão, ao anotar um ‘bis’ (27 e 65), após um passe magistral de Tony Kross e um outro de Luka Modric, mas, pelo meio, o espanhol Marco Asensio (36) também fez o gosto ao pé, aproveitando um mau alívio de Alexander-Arnold.

O internacional croata, melhor futebolista do Mundo em 2018, é agora o mais velho jogador no ativo (35 anos e 209 dias) a assistir em três jogos consecutivos na ‘Champions’, um feito conseguido em abril de 2011 pelo retirado Ryan Gigs, aos 37 anos, quando representava o Manchester United.

Contudo, o avançado Salah conseguiu encurtar distâncias e dar alguma vida à eliminatória, com a ajuda de Jota, que viu o remate desviado dentro de área sobrar para o egípcio bater Courtois, aos 51 minutos.

Os jogos da segunda mão estão agendados para os dias 13 e 14 de abril.

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