Reino Unido: IMPOSTO DE RENDIMENTOS PODE SER CONGELADO NO PRÓXIMO ORÇAMENTO

Segundo a imprensa especializada, juga-se que Rishi Sunak, ministro das Finanças, esteja a considerar o congelamento de um possível aumento nas deduções do imposto de rendimentos dos trabalhadores no orçamento do próximo mês.

O Tesouro procura forma de eliminar os aumentos planeados para os limites já estabelecidos de £12.500 e £50.000, numa mudança que significaria dezenas de milhões de trabalhadores efectivamente a pagar mais impostos.

O valor destas deduções de impostos poderá render até 6 biliões de libras aos cofres do Tesouro. Falamos na quantia que um trabalhador deixa de pagar por ano de imposto, até ao valor de rendimento de £12.500.

Com a inflação, o valor da incidência deveria aumentar para cerca de £13.250 até às eleições de 2024.

O limite de £50.000, acima do qual as pessoas pagam 40 por cento de imposto, deveria aumentar para cerca de £53.000.

O congelamento seria atraente para o chanceler porque não quebraria a promessa do manifesto conservador de não aumentar o imposto de rendimentos.

O Tesouro não quis comentar.

Isso ocorre, na altura em que Sunak considera estender o perdão do pagamento do imposto de selo por mais seis semanas, para impedir que os compradores desistam das presentes aquisições de propriedade.

O ministro das Finanças está preocupado com a possibilidade de milhares de pessoas serem apanhadas na ‘armadilha de conclusão’ de contractos e pretende estender o feriado até meados de Maio. O prazo actual vai até 31 de Março.

Num debate interpartidário, ocorrido neste início deste mês, falava-se que transacções no valor de biliões de libras estavam em risco, a menos que o corte de impostos fosse estendido, sabendo-se que alguns negócios estejam já em cancelamento.

Do sector houve pedidos para implementar uma extensão de seis meses, mas Sunak acredita que isso teria um impacto ‘devastador’ nas receitas fiscais.

O limite para pagar imposto de selo foi aumentado de £125.000 para £500.000 em Julho de 2020, num esforço para impulsionar o mercado imobiliário e a economia.

Mas o processo de compra tem sido prejudicado por grandes atrasos, com os confinamentos, ausências de funcionários e aumento na procura, prejudicando advogados, créditos hipotecários e departamentos de pesquisa.

Isso fez com que alguns compradores tivessem de esperar até 100 dias para que o processo de transferência fosse concluído. O que aumentou o medo de que muitas vendas ultrapassariam no prazo de 31 de Março.

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