REINO UNIDO PEDE ADESÃO DE LIVRE COMÉRCIO A BLOCO ÁSIO/PACÍFICO

O Reino Unido vai submeter, na segunda-feira, um pedido para integrar uma zona de livre comércio com 11 nações da Ásia e do Pacífico, um ano depois de deixar oficialmente a União Europeia.

Juntar-se a este grupo de “nações em rápido crescimento” impulsionará as exportações do Reino Unido, anunciou o governo britânico.

O Acordo Abrangente e Progressivo para uma Parceria Ásio/Pacífica – ou CPTPP – cobre um mercado de cerca de 500 milhões de pessoas.

Mercados muito mais difíceis de alcançar do que os mercados vizinhos na Europa.

Os membros incluem Austrália, Canadá, Japão e Nova Zelândia, Brunei, Chile, Malásia, México, Peru, Singapura e Vietname são os membros fundadores do bloco, que foi criado em 2018.

“No futuro, serão os países da Ásia-Pacífico, em particular, onde estão os grandes mercados, os mercados crescentes da classe média, para os produtos britânicos”, disse a ministra de Comércio Internacional Liz Truss a Andrew Marr, da BBC.

“É claro que as empresas britânicas terão que alcançar e aproveitar essas oportunidades, mas o que estou a fazer é criar as oportunidades, as tarifas baixas, removendo essas barreiras para que possam exportar.”

A adesão ao bloco reduziria as tarifas sobre as exportações do Reino Unido, como uísque e carros e serviços, acrescentou a ministra.

No entanto, o impacto imediato provavelmente será modesto, uma vez que o Reino Unido já tem acordos de livre comércio em vigor com vários membros da CPTPP, alguns dos quais foram transferidos da sua adesão à UE.

No total, as nações da CPTPP representaram 8,4% das exportações do Reino Unido em 2019, quase a mesma dimensão que  a Alemanha, um dos 27 membros europeus.

Os EUA estavam originalmente em negociações para fazer parte da CPTPP, mas o ex-presidente Donald Trump desistiu quando assumiu o cargo.

Se a nova administração em Washington reconsiderasse o CPTPP, tornaria a adesão muito mais atraente para o Reino Unido. Porque permitiria uma relação comercial muito mais estreita entre o Reino Unido e os EUA, sem esperar pela negociação de um acordo comercial bilateral.

No entanto, os grandes obstáculos deste acordo podem, dadas as distâncias, ser o custo de transporte, a abertura a produtos e produção em massa a preços muito baixos e outros, cujo preço de importação poderia prejudicar os produtores nacionais e a relação de livre comércio com a União Europeia.

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