Covid-19: Reino Unido regista novo recorde de 1.564 mortes

O Reino Unido registou 1.564 mortes de covid-19 nas últimas 24 horas, um novo recorde diário desde o início da pandemia covid-19, elevando o número total de mortes para 84.767 mortes, de acordo com o Governo britânico.

O número de casos identificados desde terça-feira subiu para 47.525, aumentando o total de pessoas com teste positivo no país para 3.211.576 desde o início da pandemia.

Apesar de o número de mortes ter aumentado significativamente nos últimos dois dias, o número de infeções tem vindo a mostrar uma tendência de descida, o que levou o primeiro-ministro, Boris Johnson, a recusar endurecer para já o confinamento em vigor. 

“Nós mantemos as coisas sob constante revisão e continuaremos a fazê-lo e, certamente, se houver necessidade de endurecer as restrições, o que não excluo, voltaremos, naturalmente, a esta Assembleia (…)”, prometeu. 

Segundo Johnson, as regras do confinamento decretado na semana passada “estão a começar a mostrar sinais de ter algum efeito” em algumas partes do país.

Já na Escócia, a chefe do executivo autónomo, Nicola Sturgeon, anunciou hoje que só as lojas que vendem itens essenciais, como roupa, calçados, produtos para bebés, artigos para a casa e livros, poderão oferecer serviços de recolha nas lojas das compras feitas pela Internet.

Porém, a recolha deve ser feita ao ar livre e com sistemas que evitem filas, vincou, alegando que as regras anteriores davam às pessoas oportunidade para contornar a ordem de ficar em casa, exceto por motivos essenciais, como comprar comida, fazer exercício ou trabalhar.

Cafés e restaurantes, que podem vender para fora, deixam de poder deixar os clientes entrarem para comprar e só podem operar através de uma porta ou janela. 

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.963.557 mortos resultantes de mais de 91,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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