Boris Johnson: PROMESSAS DE NATAL VÃO SER SOL DE POUCA DURA?

Boris Johnson está a ser pressionado a abandonar as “bolhas” de Natal, enquanto os números mostram que os casos de coronavírus estão a aumentar e os cientistas alertam que vidas podem ser perdidas, se o primeiro-ministro for avante com o plano festivo.

A gravidade da situação foi sublinhada quando os casos diários atingiram ontem 18.450, um aumento de 50 por cento relativo à última terça-feira, embora as mortes tenham diminuído.

O aumento foi revelado pouco antes de Michael Gove ter conversas sobre a crise com Nicola Sturgeon da Escócia, Mark Drakeford do País de Gales e Arlene Foster da Irlanda do Norte.

Sturgeon disse que solicitou a reunião desta tarde, para considerar se mudanças serão necessárias, em vista do aumento de casos e do surgimento de um novo tipo mutante do coronavírus – que pode ser mais infeccioso.

A primeira-ministra, disse ao Parlamento escocês que não tinha uma “visão estereotipada” do problema e que a duração ou o número de famílias que se podem misturar poderiam ser reduzidos.

Numa ameaça encoberta, disse que o seu governo tomará todas as medidas que considerar “apropriadas”, mesmo sem um acordo em todo o Reino Unido.

Drakeford diz que as nações enfrentam uma “escolha difícil” com apenas oito dias, até que as regras relaxem e muitas famílias já têm os planos traçados.

Os parlamentares conservadores estão cada vez mais nervosos com as propostas em todo o Reino Unido, assim que revistas médicas respeitadas como o BMJ e o HSJ alertaram que uma decisão ‘precipitada’ ‘custará vidas’ e deve ser eliminada. O presidente do comité de saúde, Jeremy Hunt, diz que o governo deveria ouvir as preocupações “com muito cuidado”.

Duas pesquisas surgiram realçando que a maioria do público acredita que as restrições deveriam ser mais rígidas. Uma pesquisa do YouGov revelou que 57% querem que as bolhas caiam, contra 37% que as apoiam. Outra pesquisa da Ipsos MORI indica que 49% acham que as regras não são suficientemente rígidas.

Depois de dias em silêncio, Keir Starmer, líder da oposição, convocou esta tarde uma reunião do Cobra para avaliar se o afrouxamento deve prosseguir, dizendo que está “cada vez mais preocupado”.

Mas embora ele insista que apoiará o primeiro-ministro se decidir retroceder na concessão das bolhas, ainda não há uma confirmação séria sobre o apoio à decisão.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, acrescentou a sua voz aos pedidos de cancelamento, mas prevê que o PM não mudará de opinião, porque não quer ser visto como o tirano do ‘cancelamento do Natal’.

Segundo as normas apresentadas pelos governos do Reino Unido, até três famílias podem reunir-se por cinco dias entre 23 e 27 de Dezembro.

O gabinete do primeiro-ministro diz que todas as decisões são mantidas sob “revisão constante”, mas insistiu que a “intenção” é prosseguir com o plano, apesar do aumento de infecções, o que significa que Londres e partes de Essex e Hertfordshire serão colocadas sob controle do Nível Três a partir desta noite.

Enquanto isso, alguns especialistas alertam que é muito cedo para ficarmos alarmados com a novo tipo mutante do coronavírus. Esta última variante não parece ser mais mortal, e o risco de ser imune às vacinas existentes é considerado baixo.

Mudanças dentro e fora de Inglaterra

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