OE2020/21: PCP DIZ QUE INTERVÉM PARA RESPONDER A PROBLEMAS DO PAÍS E NÃO A CRISES POLÍTICAS ARTIFICIAIS

O secretário-geral do PCP vincou hoje que intervém na discussão sobre o Orçamento do Estado de 2021 para dar resposta aos problemas económicos e sociais do país e não para responder a crises políticas criadas artificialmente.

“Desde logo, o PCP intervém na discussão do Orçamento do Estado de 2021 para responder aos problemas económicos e sociais que atingem os trabalhadores, o povo e o país e não para responder a crises políticas criadas artificialmente ou condicionado pelo critério dos que pensam que têm o monopólio da definição do interesse nacional”, afirmou Jerónimo de Sousa.

O comunista falava no encerramento do encontro “Organização e intervenção do partido nas empresas e locais de trabalho”, no âmbito das comemorações do centenário do PCP, no Porto.

Rejeitando “toda e qualquer tentativa de o condicionar nas suas opções e decisões”, o secretário-geral garantiu que o PCP não faltará com a sua iniciativa e proposta em todos os momentos em que se decida sobre a vida do país.

Depois de um Orçamento Suplementar onde se revelou uma “clara opção pelo favorecimento dos interesses do capital”, o que se impõe agora é mudar de rumo, entendeu.

“O que se exige é que se assuma uma viragem nas opções, critérios e prioridades que condicionam e em larga medida impedem o desenvolvimento do país, a começar pelo Orçamento do Estado para 2021”, sublinhou.

O PCP está a bater-se e continuará a bater-se para que o Orçamento do Estado contenha uma resposta “tão ampla e profunda” quanto a amplitude e gravidade dos problemas nacionais, ressalvou.

Para Jerónimo de Sousa, o que a actual situação reclama “não são meras declarações de aparente distanciamento do PS ao PSD, mas de rompimento com as opções que, no essencial, o PSD também assumiria se fosse Governo”.

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