DAS TATUAGENS À “LINGUAGEM DE IGUALDADE”

por DANIEL SANTOS
1 Outubro  2020

A Polícia de Segurança Pública emitiu há dias um despacho sobre as “normas relativas ao aprumo, apresentação e uso de uniforme”, segundo o qual, para além de outras medidas, são proibidas as tatuagens com símbolos, palavras ou desenhos de natureza partidária, extremista, racista ou que incentivem à violência – os agentes da autoridade têm agora seis meses para as remover, para além de terem de acatar novas normas relativas a cortes de cabelo, uso de barba ou bigode e outras directivas que obrigam os homens e as mulheres que servem a corporação.

Nada a apontar quanto a esta determinação que, em certas partes, nos faz recordar o antigo Regulamento de Disciplina Militar (RDM), esse sim, um abusivo instrumento de que a mais alta hierarquia militar de então  se servia para obrigar ou proibir tudo e mais alguma coisa – os veteranos da Guerra do Ultramar, como eu, dele se devem lembrar, parece não haver um miliciano que não tenha sido alvo desse rigoroso e ditatorial regulamento.

Mas como em Portugal não há bela sem senão, eis que, de imediato, as Forças Armadas – que não quiseram ficar atrás dos polícias – resolveram dar um arzinho da sua graça e pariram uma directiva consentânea com o actual momento comportamental que a esquerda instalada determina – vai daí, introduziram uma bizarrice que recomenda que a linguagem usada entre os militares, e para fora da instituição, respeite os dois géneros! E não se ficaram por aqui os autores da directiva, foram ao pormenor de dar exemplos, como estes que se seguem: o ancestral cumprimento “sejam bem-vindos” deve ser substituído por “boas vindas a todas as pessoas”, o termo “coordenador” deve ser trocado por “coordenação”… enfim, um ror de palermices recomendadas a que o próprio ministro da Defesa, Gomes Cravinho, não atribui “qualquer relevância”, como afirmou em declarações prestadas à Lusa!

Começa a ser preocupante esta deriva esquerdista que atinge diversos sectores da nossa vida, cada vez mais atormentada pelas recomendações ou imposições de uma esquerda que quer regular e comandar tudo e todos – da economia à educação, da justiça à informação, da cultura à saúde, do trabalho ao lazer, parece não haver espaço em que a esquerda não queira meter o bedelho, não do modo educativo e formativo que todos agradeceríamos, mas da maneira autoritária que é apanágio dos governos totalitários que também, e tão bem, todos conhecemos.

The Lingerie Restaurant

Comments

be the first to comment on this article

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Go to TOP
Translate »