DOCUMENTÁRIO SOBRE ZÉ PEDRO NO FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE DÍLI

O documentário “Zé Pedro Rock’n’Roll” é um dos filmes que vai ser exibido, em Outubro, na segunda edição do Festival Internacional de Cinema de Díli (DIFF), condicionada pela pandemia da covid-19, que impede visitas internacionais.

O filme do guitarrista e fundador dos Xutos e Pontapés, morto em 2017, é realizado por Diogo Varela Silva e interpretado por Zé Pedro, Henrique Amaro, Helena Santos Reis e Tim.

Com uma duração de 110 minutos, foi galardoado com o prémio do público no festival de cinema ‘Doclisboa’ de 2019.

O DIFF, este ano na segunda edição, foi fundado pelo empresário Michael Smith, criador da organização Screens Without Borders, e por Lena Lenzen, responsável da produtora timorense Pixelasia Productions, com sede em Díli, e directora do festival.

“É uma celebração da partilha de contar histórias, uma janela para o mundo e uma oportunidade para os locais contarem as suas próprias histórias”, referiram os promotores.

Lena Lenzen disse à Lusa que a pandemia da covid-19 limitou a possibilidade da vinda de convidados internacionais, mas que por não existir transmissão comunitária em Timor-Leste abre outras possibilidades.

“Temos sorte porque somos dos poucos festivais que se vai poder realizar com presença física. No caso dos seminários e da formação, vamos apostar no virtual, e temos, com o apoio da Embaixada dos Estados Unidos da América, um workshop da American FIlm Show Case com realizadores americanos”, salientou.

“Por regras de segurança sanitária teremos menos gente e uso de máscaras. E por isso, também, optamos por mais apresentações de filmes no exterior”, referiu.

Com um programa que se estende por dez dias, o DIFF tem previsto apresentar filmes timorenses e internacionais em vários pontos da capital timorense, incluindo no Centro Cultural Português, onde será apresentado o filme sobre o guitarrista dos Xutos.

O festival está dividido em duas partes, com uma secção internacional e uma competição nacional de curtas metragens, com o objectivo de ajudar a fortalecer a ainda emergente indústria do cinema timorense.

Por isso, e a par da apresentação de filmes, o DIFF inclui formação e seminários que procuram apoiar jovens cineastas timorenses.

“Debates, vários eventos e até festas em torno às apresentações dos filmes são catalisadores de diálogo e de trocas de experiências”, sublinhou.

No total há 66 filmes de 28 países, dos quais 23 da UE, a que se somam 12 curtas nacionais, subordinados ao tema “Adaptar-se à Mudança”, com os prémios a serem entregues em 10 de Outubro.

Mudanças dentro e fora de Inglaterra

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