AS MÁSCARAS DE COSTA

por DANIEL SANTOS
14 Agosto 2020

António Costa e Fernando Medina (PS), Duarte Pacheco (PSD), Telmo Correia (CDS) e Joaquim Santos (CDU) são alguns dos mais de 500 nomes que integram a comissão de honra de Luís Filipe Vieira (LFV), actual presidente do Sport Lisboa e Benfica e candidato às eleições de Outubro do mesmo clube – como se vê, há para todos os gostos e feitios, quem terá sido o engraçadinho que disse que não se deve misturar a política com o futebol?

É claro que desta badalada lista se poderiam sacar ainda outros nomes sonantes, como o da omnipresente e ruidosa Cristina Ferreira (TVI) ou do sempre bem compostinho António Saraiva (CIP), mas o que aqui está em causa não são as preferências clubistas de cada um, mas sim o código de conduta a que os membros do governo, e os restantes políticos em geral, deveriam estar obrigados – e esse código de conduta existe, foi criado em 2016 pelo governo de António Costa, o descarado incumpridor das normas por que tanto se bateu e que acabaria por publicar!

António Costa não é de fiar. A prová-lo, e perante uma comunicação social subserviente e amorfa, aí estão as redes sociais a relembrar as constantes “inverdades” deste primeiro-ministro, as múltiplas incongruências com que amiúde nos brinda, as trapalhadas em que se mete… e nos mete – esta última será apenas mais uma a juntar ao cadastro deste triste político a que a História se encarregará de prestar o devido e negativo relevo.

Porque será que Costa faz tábua rasa deste código que ele próprio apadrinhou? Ora… porque Costa, ciente da bovina complacência deste povo sem brio e sem orgulho, acabou por chegar à conclusão de que a política do quero, posso e mando agrada a grande parte dos portugueses. Vai daí, embevecido com a sua própria vaidade, Costa atropela os mais elementares deveres da ética, da transparência, do respeito, da integridade e honestidade, da probidade, da urbanidade e da imparcialidade – deveres plasmados neste código de conduta que agora menospreza, perante tudo e todos, incluindo o Presidente da República que se vê em palpos de aranha para explicar mais esta tropelia do seu amigo e apoiante eleitoral.

Em 2016, ainda Costa era uma criança como primeiro-ministro, havia a necessidade de cativar os portugueses, pelo menos aqueles que criticavam a maneira pouco ética, ou desavergonhada, como o “hábil” socialista, perdedor das eleições, havia usurpado o poder, juntando-se à extrema-esquerda que agora quer reconquistar, avisados que estão o BE e o PCP de que Costa não é flor que se cheire ou político em que se deva confiar. Agora, quase um lustre passado sobre a tomada do poder, Costa autoriza-se a desautorizar-se, mandando às urtigas o tal código que subscreveu, tirando a máscara de político honesto sob a qual se tem escondido todos estes anos – será que a máscara que Costa hoje usa serve apenas para impedir o contágio do coronavírus… ou servirá também para esconder a vergonha que deveria ter na cara?

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