Reino Unido: PARLAMENTARES CONSIDERAM UM “ERRO GRAVE” AS RESTRIÇÕES TARDIAS NA ENTRADA PELAS FRONTEIRAS

A comissão parlamentar para os Assuntos Internos chegou hoje à conclusão de que a falta de medidas restritivas de fronteira no início da pandemia foi um “erro grave”.

Segundo este grupo de parlamentares, a propagação do coronavírus no Reino Unido poderia ter sido retardada com a introdução da quarentena às chegadas, logo no inicio do confinamento na Grã-Bretanha.

A seu ver, os ministros subestimaram a ameaça da introdução do vírus provindo da Europa e não da Ásia.

Mas uma porta-voz do Ministério do Interior disse que a comissão estava “errada nas suas afirmações”.

A voz oficial do Governo acredita que “todas as decisões ao longo da pandemia foram guiadas pela ciência, com as medidas apropriadas introduzidas no momento certo para manter todos nós seguros”.

No seu relatório, a comissão apoia a decisão de não terem sido fechadas as fronteiras do Reino Unido no estágio inicial da crise, para agilizar a entrada de um “grande número” de cidadãos britânicos que regressavam.

Mas acrescenta que a restrição para viajantes provenientes de certos países à obrigação da quarentena, introduzida no início de Junho, deveria ter sido implementada mais cedo.

Desde então, aqueles que chegam ao Reino Unido precisam de se auto-isolar por 14 dias ou enfrentar a ameaça de multas, com cada um dos quatro países do Reino Unido compilando uma lista de países isentos a quem as restrições não se aplicam. 

Durante Fevereiro e início de Março, todos os passageiros provenientes da província de Hubei, na China, e de certas áreas da Coreia do Sul, além do Irão e depois da Itália, foram obrigados a auto-isolarem-se por 14 dias à chegada ao Reino Unido.

Ora, é esta decisão que os deputados britânicos criticam, por não incluir a Espanha e outros países europeus nessa lista inicial, acrescentando que os assessores do governo concentraram-se, inicialmente, apenas nos países asiáticos e não “reconheceram” o risco de importar o vírus da Europa.

 

Comments

be the first to comment on this article

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Go to TOP
Translate »