Covid-19: OS NÚMEROS E O PONTO DE SITUAÇÃO NO REINO UNIDO

Os casos de pessoas infectadas de coronavírus aumentaram hoje, de novo, na Grã-Bretanha, com as estatísticas oficiais a indicarem que o número médio diário de infecções superou os 800 casos pela primeira vez num mês.

Os chefes do Departamento de Saúde confirmaram que mais 670 britânicos haviam testado positivo de Covid-19 – abaixo da média mais alta de ontem, 938, em seis semanas. Mas a média dos últimos sete dias é agora de 802 e está a subir, desde que caiu para o mínimo de 546 em quatro meses, a 8 de Julho.

O Reino Unido também registou mais 89 mortes, o que significa que morrem em média 60 pessoas por dia. Ontem foram registadas apenas nove mortes – mas a contagem é sempre menor às segundas-feiras, por causa de um atraso no registo de mortes aos fins de semana. Para comparação, os números do governo mostram que 119 vítimas foram anunciadas na terça-feira passada.

Os dados oficiais do serviço nacional de estatísticas britânico (ONS) anunciaram hoje que as mortes semanais por coronavírus, na Inglaterra e no País de Gales, caíram para a menor taxa desde a data antes do bloqueio.

Houve 217 mortes de Covid-19 registadas nos dois países na semana que terminou em 24 de Julho – 2,4% de todas as mortes nesse período. Trata-se de uma queda de 26,4% em relação à semana anterior, quando se registaram 295 mortes com atestado de óbito resultante de coronavírus.

A última vez que as mortes envolvendo o coronavírus foram tão baixas, referem-se à semana que terminou em 20 de Março, antes do confinamento, quando houve 103 óbitos. Para comparação, mais de 1.000 pessoas morreram todos os dias no Reino Unido em 22 dias consecutivos durante o auge da crise em Abril.

O relatório do ONS indica também que o número total de vítimas confirmadas ou suspeitas de terem contraído o Covid-19 é de cerca de 56.000. Contudo, as autoridades do Departamento de Saúde dizem que o número de mortes confirmadas em laboratório – que inclui apenas vítimas que deram positivo para a doença – é de 46.210.

Apesar das mortes continuarem a cair, existe uma preocupação crescente de que um ressurgimento do Covid-19 esteja a surgir no Reino Unido devido a um aumento dos casos. Quase 1.000 pessoas foram diagnosticadas com o vírus no Reino Unido ontem, o número mais alto em seis semanas.

Porém, devido ao período de aproximadamente três semanas, que leva um doente a ficar gravemente doente e falecer, as mortes podem não aparecer nas estatísticas oficiais por várias semanas ainda. Os números, agora publicados, mostram que apenas 100 pacientes são internados nos hospitais todos os dias, uma taxa que se tem mantido nas últimas quinzenas.

Noutros desenvolvimentos da doença na Grã-Bretanha hoje registamos que:

  • O Presidente da Câmara de uma cidade costeira de luxo, intitulada de ‘Chelsea-on-Sea’, pediu aos visitantes que ‘mostrassem um pouco de respeito’ e seguissem as regras de distanciamento social, depois do número da população ter subido 1.000%, com o ‘boom’ das estadias de férias;
  • A Pizza Express tornou-se na mais recente empresa a ser arruinada pelo coronavírus e revelou que iria fechar 67 dos seus restaurantes no Reino Unido, deixando em risco 1.100 empregos;
  • O custo dos 10 milhões de trabalhadores em licença de trabalho, aumentou mais de 2 biliões de libras na última semana de Julho para um total de 33,8 biliões de libras, revelaram as entidades oficiais;
  • Os ministros admitiram que o sistema de rastreamento dos testes de coronavírus tem de melhorar – mas insistem que as escolas têm de reabrir em Setembro, apesar dos medos de uma segunda vaga catastrófica;
  • Oitenta por cento dos novos casos de Covid-19 em Trafford – um bairro bastante atingido da Grande Manchester – registaram-se entre os brancos, de acordo com uma autoridade local que teme a ‘passividades da classe média branca’.

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