GOVERNO NEGA INVESTIGAÇÃO DA POSSÍVEL INTERFERÊNCIA RUSSA NO REFERENDO DO BREXIT 

A falha do Governo britânico em investigar a suposta interferência russa no referendo da União Europeia é “imperdoável”, é a opinião de um ex-diplomata do Reino Unido em Moscovo.

As declarações de Anthony Brenton, embaixador na Rússia entre 2004 e 2008, ocorreram depois de Boris Johnson ignorar uma ligação do Comité dos Serviços Secretos e Segurança (ISC), que queria conduzir uma investigação das actividades do Kremlin na votação de 2016.

No seu longo relatório de 50 páginas, o comité interpartidário alertou que a interferência russa era um “novo normal” e acusou sucessivos governos conservadores de não quererem tocar na questão em torno do referendo do Brexit.

Em declarações ao jornal britânico “Indepent”, Anthony disse que “obviamente é muito importante” que o governo demonstrou ao povo britânico que “os processos democráticos que administramos – referendos, eleições – são realizados de maneira limpa e o mais possível, sem influência externa”.

“Isso significa que, quando houver indícios de que esse tipo de interferência externa esteja a ocorrer, eles deverão investigá-la minuciosamente”, explicou e continuou por dizer que “eles devem oferecer as conclusões que puderem e devem fazer o que for necessário para impedir qualquer repetição e que claramente não o conseguiram”.

O ex-diplomata destacou que, embora a Rússia “indubitavelmente interfira” e tenha “toda uma indústria de pessoas focadas em nada mais do que fazer barulho no ocidente”, ele suspeita que seja muito menos eficaz do que fazem crer.

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