Covid-19: MAIS 119 MORTES NO REINO UNIDO ONDE OS CASOS SOBEM ACIMA DOS 30% E MAIS NOTÍCIAS DO VÍRUS

Os casos do Covid-19 continuam a aumentar em todo o Reino Unido, com o número médio diário de infecções a atingir quase 700 – o número mais alto em mais de três semanas.

As estatísticas do governo revelaram hoje que mais 581 britânicos testaram positivo de coronavírus, 30% mais do que os 445 casos diagnosticados na terça-feira passada. Isso significa que o número médio contínuo de novas infecções, que leva em conta os números registados nos últimos sete dias e está em alta desde 8 de Julho, é agora de 697 – contra 678 ontem.

Isso acontece depois que Boris Johnson alertar hoje que há “sinais de uma segunda onda” do Covid-19 na Europa, numa intervenção que defendeu a decisão do Reino Unido de impor regras de quarentena nas chegadas de Espanha. O primeiro-ministro admitiu que os ministros têm de tomar uma “decisão rápida e determinante” se os surtos na Europa “brotarem novamente”, para evitar outra crise na Grã-Bretanha.

Apesar dos casos estarem numa trajectória ascendente após o relaxamento das rígidas regras de bloqueio, a curva de mortes do Reino Unido pouco mudou nos últimos onze dias, permeio dos medos da segunda vaga.

Hoje, a Grã-Bretanha registou mais 119 mortes, um pouco acima das 110 publicadas nesta semana face às da semana passada. Isso significa 65 fatalidades em média todos os dias à doença,  contra os 64 de ontem.

Outros dados do Governo revelaram hoje que as mortes por Covid-19 caíram novamente, registando 17 semanas de baixa na Inglaterra e no País de Gales – mas estão a subir no sudeste e sudoeste. O relatório do Instituto Nacional de Estatísticas britânico (ONS) também publicou que as mortes de todas as causas ficaram abaixo da média, pela quinta semana consecutiva, e que o número total de vítimas confirmadas ou suspeitas é de cerca de 56.000.

As autoridades do Departamento de Saúde dizem que o número de mortes confirmadas em laboratório – que inclui apenas vítimas que deram resultado positivo para a doença – é de 45.878.

Eis outros desenvolvimentos do coronavírus na Grã-Bretanha hoje:

  • Os ministros decidiram reimpor restrições de quarentena à Espanha, depois de surgirem 10 casos no regresso ao país com coronavírus e o professor Chris Whitty, assessor do Governo, decidiu que ‘não fazer nada não é uma opção’;
  • Boris Johnson admitiu que há ‘sinais de uma segunda onda’ de coronavírus na Europa, no entanto depende dos britânicos a decisão de viajarem para o estrangeiro este Verão, apesar das incertezas crescentes;
  • Os professores foram avisados ​​para não viajar para o estrangeiro no final das férias de verão, porque enfrentam uma potencial perda de remuneração se forem colocados em quarentena no regresso durante o período lectivo;
  • O ex-juiz do Supremo, Lord Jonathan Sumption, pediu à Grã-Bretanha que aprenda a viver ao lado do Covid-19, porque ‘houve doenças muito piores’;
  • Foi pedido a Downing Street para endurecer a mensagem do pedido de “volta ao trabalho” depois que várias empresas importantes dizerem que não estão a incentivar as suas equipes a voltar aos escritórios nos próximos meses;
  • Oldham tornou-se o mais recente local para introduzir restrições mais rigorosas ao coronavírus após um aumento de 240% nos casos na semana passada;
  • O armazém Selfridges disse aos seus trabalhadores que planeia cortar 450 empregos – cerca de 14% da sua total força de trabalho – na decisão mais recente no Reino Unido, com a contagem de demissões a situar-se agora acima de 66.000 trabalhadores, desde o início da crise do coronavírus.

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