Covid-19: MAIS 40 MORTES DO REINO UNIDO ENQUANTO SURGEM DIVERGÊNCIAS ENTRE ELEMENTOS DO GOVERNO

Londres, 18 jul 2020 – O Reino Unido registou hoje 40 mortes associadas ao coronavírus, elevando o número total de mortes confirmadas durante a pandemia para 45.273. Os números caíram das 140 mortes associadas ao coronavírus do último sábado.

Hoje havia 827 testes positivos para o coronavírus em todo o Reino Unido, enquanto a Escócia registou 21 testes positivos – o mais alto desde 21 de Junho, quando havia 26.

O Ministério da Saúde britânico suspendeu ontem o sistema de contagem diária de mortes provocadas pela covid-19 no Reino Unido, enquanto procede a uma revisão de alegadas “falhas estatísticas” detectadas na forma de calcular os óbitos.

Todos os números de mortes nas configurações foram publicados no painel de controle de coronavírus do governo, mas não aparecem no relatório diário de coronavírus do Departamento de Saúde.

Não está claro se o método de contagem já foi alterado.

Especialistas da Universidade de Oxford alegaram que a contagem oficial do governo de mortes por COVID-19 foi inflacionada e que as mortes por dia são menos de 40 pessoas por dia.

Eles dizem que a forma como as autoridades contam a morte baseada apenas no facto de ter sido anteriormente testado positivo de coronavírus – mesmo que tenha sido meses atrás – é um sistema que fornece uma imagem enganosa.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, sugeriu que o país poderá voltar a um estado de “normalidade” antes do próximo natal.

Contudo, o perito John Edmund, que integra o grupo de cientistas que assessora o Governo britânico, disse hoje que “há ainda um longo caminho a percorrer” para que se dê um regresso à normalidade, contrariando aparentemente a mensagem de Johnson.

“Se por normalidade se entende o que fazíamos até ao passado mês de fevereiro e meados de março – ir trabalhar normalmente, viajar em autocarros e comboios, ir de férias sem restrições, estar com amigos, darmos as mãos, abraçarmo-nos, etc. -, infelizmente resta ainda muito caminho por percorrer”, disse Edmund à BBC Radio 4.

Para o cientista, nada disso será possível até que haja imunidade ao vírus, “o que implica que não acontecerá até que haja uma vacina que seja segura e efectiva”.

“Se voltarmos a esse tipo de comportamentos normais, o vírus regressará muito rapidamente”, alertou.

O Governo de Johnson anunciou sexta-feira que conferiu novos poderes às autoridades locais para que estas possam, a partir de hoje, encerrar instalações específicas, isolar espaços públicos ao ar livre e cancelar eventos, caso surjam novos surtos da covid-19, considerando que a rapidez na actuação “é vital”.

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