MINISTRO DAS FINANÇAS BRITÂNICO CORTA IVA E INTRODUZ VÁRIOS BENEFÍCIOS

O chanceler Rishi Sunak anunciou que vai cortar o IVA do sector da hospitalidade como parte de um plano de £30 biliões para evitar o desemprego em massa, depois dos efeitos nefastos do coronavírus na economia britânica.

O governo pagará também às empresas um bónus de £1.000 por cada posto de trabalho mantido por três meses, assim que o esquema de licença terminar em Outubro.

Para revitalizar o sector da restauração, o ministro das finanças britânico anunciou um esquema que cobre 50% de desconto às pessoas que jantarem fora em Agosto.

Sunak alertou que ainda estão uma quantidade de “dificuldades” por vir, mas prometeu, em comunicação aos deputados, que ninguém ficará “esquecido”.

Por outro lado, confirmou notícias dadas anteriormente que o esquema de licenças sem trabalho, ao qual o Governo paga 80% dos ordenados, acabará em Outubro, explicando que prosseguir com esta ajuda daria às pessoas “falsas expectativas” respeitante à disponibilidade permanente de um emprego.

No entanto diz não aceitar “o desemprego como um resultado inevitável” da pandemia.

Todos estes benefícios serão cobertos por empréstimos a contrair pelo Estado e aumentos nos impostos, a serem revelados no Orçamento de Outono.

Entretanto, sabe-se que o “bónus da retenção de emprego” pode custar até 9,4 biliões de libras, se todos os trabalhadores contratados forem readmitidos.

Explicando como vai funcionar o esquema, Sunak diz que cada empregador “que trouxer de volta um trabalhador (em licença) que tenha sido dispensado – e o reempregue até Janeiro -, receberá um bónus de 1.000 libras por funcionário.

“É vital que as pessoas não sejam readmitidas só por isso – é necessário estarem a desenvolver um trabalho decente. Portanto, para que as empresas obtenham o bónus, o funcionário deve receber pelo menos uma média de 520 libras todos os meses, de Novembro ao final de Janeiro, – o equivalente ao limite mais baixo de rendimentos previstos na Segurança Social” explicou o ministro.

RESTAURAÇÃO

Outra das medidas que apresentou hoje aos deputados, refere-se à redução do IVA (VAT) sobre alimentos, acomodações e atracções de 20% para 5% a partir da próxima quarta-feira, dia 15 de Julho.

Este corte será aplicado em refeições dentro ou para fora (take away) e bebidas não alcoólicas em restaurantes, cafés e pubs, acomodações em hotéis, pousadas, parques de campismo e caravanas e atracções como cinemas, parques temáticos e zoológicos.

Sunak também anunciou um desconto nas refeições, sob o tema “Eat Out to Help Out” (Come Fora para Ajudar), que pretende proteger 1,8 milhões de empregos, a um custo de 0,5 bilião de libras. Assim as refeições consumidas numa empresa participante no esquema, beneficia de um desconto de 50% até £10 em Agosto deste ano por pessoa, incluindo crianças.

Para beneficiarem desta promoção, os restaurantes terão de se registar através de um site, que estará disponível na próxima segunda-feira.

Kate Nichols, directora executiva da UK Hospitality, que representa bares, restaurantes e atracções turísticas, twittou: “Obrigado Rishi Sunak (por) por reconhecer a importância do turismo e da hospitalidade e os benefícios que ela traz para a economia – isto fará toda a diferença nas receitas para o sector, pois enfrentamos um longo caminho para a recuperação “.

JOVENS E O TRABALHO

O Ministro das finanças também anunciou um “esquema de kickstart” de 2,1 biliões de libras, com o intuito de criar mais empregos para os jovens.

O fundo subsidiará estágios de seis meses para jovens que estejam no Crédito Universal com idades entre 16 e 24 anos, que corram risco de desemprego de longa duração.

Sunak também anunciou um período de graça temporário de imposto de selo, no valor de £ 3,8 biliões, para estimular o mercado imobiliário. Este esquema isenta do pagamento de imposto a todos os compradores nos primeiros £500.000 na compra de um imóvel.

O chanceler delineou uma série de outras medidas na sua declaração, incluindo:

– Cupons até £5.000 para melhorias em casas no consumo de energia, como parte de um plano mais amplo de £3 biliões no intuito de diminuir as emissões;

– Promessa de fornecer 30.000 novos estágios para jovens na Inglaterra, dando às empresas £1.000 por cada nova contratação de trabalho;

– Um pacote de empréstimos e subsídios de £1,6 biliões para o sector de artes e património;

– A duplicação do pessoal de atendimento nos centros de emprego, bem como 32 milhões de libras extras para o recrutamento de consultores de carreiras e 17 milhões de libras para academias de trabalho na Inglaterra;

– Os empregadores não terão que pagar nenhum imposto pelos testes de ‘swab’ de coronavírus fornecidos aos seus funcionários;

Sobre o assunto, Rishi Sunak explicou aos deputados que “precisamos de uma estratégia para que o esquema se torne mais flexível, para que possa apoiar as empresas forçadas a fechar de novo, devido a bloqueios específicos a localidades. Ainda há tempo para evitar inúmeros avisos adicionais de despedimento. É o dever do Governo ajudar a Grã-Bretanha nesse processo”.

Acrescentou que o “número de requerentes” desempregados estava a caminho de superar as três milhões de pessoas em Junho, “o número mais alto desde 1986”.

Cerca de 9,3 milhões de trabalhadores receberam 80% dos seus salários pagos pelo Governo – até 2.500 libras por mês – sob o esquema de licenças de trabalho, que deveria terminar em Julho, mas foi estendido até Outubro, com contribuições dos empregadores.

A partir de Agosto, os empregadores pagam a segurança social e seguro de pensão, depois 10% do salário de Setembro e 20% em Outubro.

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