Covid-19: O USO DE MÁSCARAS PODE REDUZIR O RISCO DA PROPAGAÇÃO DO VÍRUS – Cientistas

Para combater o coronavírus todos devem ter o rosto coberto ao sair de casa, diz o chefe da Academia Nacional de Ciências do Reino Unido.

Sir Venki Ramakrishnan é o presidente da ‘Royal Society’, e acredita que as máscaras devem ser usadas ​​”sempre que você estiver em espaços públicos lotados”.

A seu ver, as evidências mostram que elas protegem quem as usas e os outros à sua volta, e o Reino Unido está “muito para trás” de outros países que as usam.

No entanto, o Governo é de opinião que o uso de máscaras está em estudo e pode ser “implementado” se for necessário.

As orientações atuais sobre cobrir a face variam em todo o Reino Unido, mas a ‘Public Health England’ mantém que não precisa de ser usada ao ar livre.

No entanto, a ‘Royal Society’ que publicou dois relatórios sobre as máscaras, nos quais o professor Ramakrishnan disse que o público ficou “céptico” em relação a seus benefícios porque “a mensagem não foi suficiente clara” e as instruções foram inconsistentes.

Sobre o assunto acrescenta “que gostaríamos que o governo fosse um pouco mais forte e mais claro sobre as mensagens e exigir o seu uso sempre que alguém estiver em espaços públicos lotados, onde não possa ficar a mais de dois metros da próxima pessoa.

“Se você está em um ambiente lotado, deve usar uma máscara!” sublinha o professor.

Só que entre os especialistas do grupo de assessoria científico do governo, Sage, há sentimentos contraditórios quanto ao uso de revestimentos faciais.

Alguns apontam para evidências que indicam que as máscaras não evitam a propagação da gripe quando usadas nos países asiáticos, e há preocupações de que elas possam dar uma falsa sensação de segurança.

Mas há um consenso de que elas podem reduzir o risco de uma pessoa infectada transmitir o vírus para outra pessoa.

“Temos sido muito claros sobre os benefícios das pessoas que usam o rosto coberto”, disse o porta-voz oficial do primeiro-ministro, após os comentários do professor Ramakrishnan.

“O revestimento do rosto pode ajudar-nos a proteger os outros e reduzir a propagação do vírus se as pessoas estiverem infectadas, mas que não tenha sintomas”.

As mascaras são obrigatórias nos transportes públicos ingleses, devem ser usadas em hospitais por funcionários, pacientes, serviços ambilatórios e visitantes. Clientes nas lojas também são aconselhadas, mas não obrigadas, a cobrir o rosto se julgarem que o distanciamento social não seja possível.

Na Escócia, as máscaras também são obrigatórias nos transportes públicos e nas lojas a partir de 10 de julho.

No País de Gales as pessoas são solicitadas a usar coberturas faciais nos locais onde o distanciamento social não for possível – inclusive em transportes públicos. Mas o governo não introduziu o seu uso obrigatório.

Na Irlanda do Norte os planos para obrigar o uso de máscaras nos transportes públicos foram suspensos, aguardando esclarecimentos legais.

Mas na verdade, as regras para combater o coronavírus não são constantes e, o desconhecimento sobre este vírus, leva a que cientistas tenham interpretações diferentes e contraditórias sobre o assunto, criando esta inconstância no público em geral, que segue a opinião que mais lhe agrada. Estamos perante um caso em que a própria sociedade científica será culpabilizada pelos resultados ou consequências deste perigoso surto.

Os que usam máscara, podem até tê-lo feito gratuitamente e sem efeitos práticos, no entanto a provar-se que elas têm uma acção positiva, a sua prudência resguardou-os da probabilidade de contraírem o vírus.

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