Covid-19: MAIS 22 MORTES NO REINO UNIDO E NOTÍCIAS DO DIA DO SURTO 

Londres, 05 jul 2020 (Lusa) – O Reino Unido registou mais 22 mortes associadas à covid-19 nas últimas 24 horas, elevando para 44.220 o número de óbitos desde o início da pandemia, e 516 novos casos de infecção pelo novo coronavírus.

De acordo com a informação divulgada hoje pelas autoridades sanitárias britânicas, citadas pela agência espanhola Efe, o número de novos óbitos é inferior ao dos dias anteriores, com 137 na sexta-feira e 67 no sábado, um dia depois de os bares e restaurantes terem reaberto.

Por todo o Reino Unido houve relatos de ruas cheias de pessoas durante a noite de sábado, em particular no distrito londrino de Soho.

A polícia metropolitana de Londres informou que vários agentes foram obrigados a encerrar “um número limitado” de estabelecimentos de restauração antes da hora prevista, devido ao excesso de clientes.

O porta-voz da federação da polícia britânica, John Apter, advertiu que os comportamentos registados no sábado evidenciam que as pessoas alcoolizadas “não podem e não vão respeitar o distanciamento” físico de um metro, que foi decretado pelo Governo.

Apter relatou que, durante um turno nocturno em Southampton, viu vários cidadãos “desnudos, alcoolizados felizes, alcoolizados chateados e lutas”.

Contudo, o ministro da Saúde, Matt Hancock, assegurou que “a grande maioria das pessoas” cumpriu as normas de segurança e actuou de forma responsável, no início desta nova fase de desconfinamento.

“No geral, estou satisfeito com o que aconteceu ontem [sábado], senti-me bem ao ver as pessoas outra vez na rua e respeitando, na generalidade, o distanciamento social”, afirmou o governante.

Já o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, saiu durante a tarde de hoje da residência oficial de chefe do Governo, o número 10 de Downing Street, para se juntar ao aplauso nacional dedicado aos profissionais do Sistema Nacional de Saúde (NHS, na sigla inglesa), que celebra hoje o 72.º aniversário.

O príncipe Carlos, herdeiro do trono, fez um tributo aos profissionais de saúde e ao NHS, devido ao “período que mais colocou à prova este serviço na sua história”.

 

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