COMO VIAJAR PARA PORTUGAL NAS FÉRIAS DE VERÃO (Actualizada)

Foi uma semana dramática para milhares de portugueses que programam as suas férias de Verão em Portugal. O Reino Unido afastou o nosso país do grupo de nações com quem aceitou uma ‘ponte aérea’, por razões de segurança contra países com taxas de Covid-19 superiores aos países da União. Sem argumentos nem razões válidas, tanto porque a Espanha já fechou duas regiões pelo aumento exponencial de casos de coronavírus e a Grécia continua a recusar receber os britânicos por mais umas semanas, ambos os países incluídos nos parceiros de férias.

Mas será esta decisão o corte radical da ida de férias a Portugal?

Não! estando a França e Espanha dentro das ‘pontes aéreas’ com o Reino Unido, todos os que viajarem e regressarem através destes dois países estarão livres da quarentena, desde que possam fornecer um endereço de férias nestes países, que pode ser até de um amigo ou de um familiar, quando regressarem à Grã-Bretanha. Isto porque à chegada é-lhe exigido o preenchimento ‘online’ de um questionário no qual lhe pedem o endereço onde esteve de férias, para que, no caso de haver um problema de coronavírus na área onde esteve, possa ser contactado para fazer os testes de rastreio do coronavírus. Ou apenas para o restringir ir de férias.

Por isso, não nos parece um grande problema para os portugueses, tendo em conta a nossa larga comunidade residente em França, Espanha e outros países no acordo. E não somos os únicos a versar sobre o tema, lembramos o que Paul Charles, da PC Agency, para além de considerar esta decisão ilegal, porque “restringe o movimento a alguns corredores”, também a considera “impraticável, porque eu poderia simplesmente utilizar a Espanha e viajar para a maior parte da EU, de qualquer maneira”.

É também a opinião da BBC, que reconhece, no caso de Portugal, nada impede um turista britânico de viajar para um aeroporto em Espanha, seguir de automóvel até Portugal e, depois das férias, regressar ao seu país da mesma forma, de carro até Espanha e, daí, de avião para o Reino Unido.

Esta ‘nega’ é suspeita e foi decidida por outras razões, do que pela perigosidade de Portugal face ao coronavírus. Depois a pronta resposta do primeiro-ministro, ministro dos negócios estrangeiros e ministro do interior portugueses, atacando a decisão britânica, de todo contrária aos princípios da diplomacia utilizada entre países. Por isso, foi feita numa situação de rotura. Porquê? Não iremos saber tão cedo. Mas é decepcionante para a economia do país, especialmente para o Algarve, Lisboa e Porto, e para milhares de emigrantes que se preparavam para ir visitar a família e amigos.

Por fim, sabendo que esta decisão viola os princípios da União Europeia, que o Reino Unido concordou em aceitar até ao final deste ano, é estranho que Portugal não se movimente nos ‘corredores’ de Bruxelas, para emendar uma decisão, de todos os modos, discriminatória. Pretende-se fechar as portas daquele que foi, mais uma vez, considerado o melhor destino turístico da Europa.

Pode ainda não ter terminado esta questão… mas seja qual for a conclusão, poderá não vir a tempo de salvar a economia portuguesa e as nossas férias.

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