CENTRO COMUNITÁRIO PORTUGUÊS EM LONDRES SERVE REFEIÇÕES AOS MAIS NECESSITADOS

Londres, 5 jun 2020 – É com alguma preocupação que continuamos a ver e ler casos de injúria e injustiça acontecerem na nossa comunidade, apenas para criar a divisão e chamar a si importância que não a têm. O mérito de alguns contra o demérito de quem fala, fora de tempo, por maldade. Falamos com certeza do que tem sido escrito sobre o Centro Comunitário Português, em Londres, baseado em acontecimentos que ocorreram, mas que são contados com alguma leviandade e que deixam factos à margem para encobrirem quem de eles fala.

O Centro começou com o pé esquerdo, foi gerido por muitos que porventura cometeram erros, mas teve sempre um pendente social e muita gente que voluntariamente se dedicou a fazer o bem aos outros. Só que a nossa comunidade está assente em muitas vozes e vontades e tem sido difícil conjugá-las e integrá-las. Muitas das ideias lançadas pelas direcções, ao longo dos tempos, não foram bem aceites por sectores da comunidade e os planos da oposição nunca foram ouvidos por essas mesmas direcções. Contudo, foram os mesmos gestores do centro que conseguiram, inicialmente, um apoio de meio milhão de Libras da Câmara de Lambeth, doações da mesma Câmara e do Lotery Fund, de outras instituições e até do Governo português de 175 mil euros, através do Projecto Escolhas.

Muito destes fundos entraram e até podem ter sido gastos em actos de má gestão, mas todos sem excepção tiveram investimentos em acções que beneficiaram a comunidade portuguesa. A conta da instituição esteve congelada durante algum tempo e só há pouco tempo conheceu a regularização e o equilíbrio. Para isso, foi preciso afastar algumas pessoas e criar inimigos e ter a coragem de os aturar em ataques ao Centro, onde muito se diz, mas nada se prova. Apenas palavras… devidamente medidas e dirigidas para fazer mal.

Quem as escreve foi, durante muito tempo, administrador (director) do CCP e todas as acusações implícitas na redacção dessas acusações, aconteceram enquanto foi dirigente desta instituição, tomando quórum nas decisões que agora ‘desmonta’. Quer tenham acontecido ou não, o subscritor das mesmas tomou lugar a todas as decisões e foi de uma forma ou de outra conivente com as malfeitas que agora traz a público. Porque não antes e quando elas aconteceram?

Neste momento, para que todos saibam o CCP serve refeições a quem necessita, todas as segundas e quintas-feiras e prepara fundos para o fazer todos os dias a quem aparecer. A outros necessitados, que não se podem deslocar ao Centro, entrega ao domicílio. Continua a dar apoio à terceira idade, dentro das limitações que lhe são impostas pelo Governo britânico durante o Covid-19. Continua a prestar a acção social, o apoio legal, ajuda a imigrantes a subscreverem o ‘settlement status’ (estatuto de residência), fazer a ponte entre o utente e o Consulado Geral de Portugal em Londres e garantir que todos os necessitados possam chegar a instituições públicas e privadas, para a resolução de disputas, contas, saúde, ensino, habitação e muitas outras necessidades. Até terem albergado algumas pessoas que não tinham posses nem lugar para habitar.

Recentemente visitados pela Charity Commission, entidade que regula todas as ‘charities’ (instituições de apoio social) no país, caso do CCP, foi encontrada uma solução para agregar o Centro a todas as exigências previstas no regulamento. Por outro lado, o As Notícias sabe que estão em curso negociações com um importante ministério britânico, para ser dado ao Centro poderes para desenvolver uma acção de grande importância para a Comunidade Portuguesa.

É tempo de entendermos que é preciso parar com os impropérios e tratar, todos os que trabalham o fenómeno da imigração portuguesa no Reino Unido, com respeito. Para conseguir resultados é preciso trabalho e dedicação, muitos deles dão do seu tempo livre, para servir uma causa humanitária, sem esperarem qualquer remuneração ou contrapartida. Neste momento é necessário que, na Comunidade Portuguesa, estas pessoas sejam tratadas com justiça e veneração, pelo trabalho que dedicam àqueles que nada têm, ou que somente não conseguem, por um motivo ou outro, tratarem dos seus problemas ou necessidades do dia a dia.

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