OUTUBRO É O FIM DAS LICENÇAS DE TRABALHO E DOS 80% DE ORDENADOS – Boris Johnson

Londres, 1 Junho 2020 – Boris Johnson fez hoje um aviso “muito, muito franco” de que o esquema de licenças de trabalho, que mantém 9,3 milhões de pessoas em “suspenso” em casa, com o governo a pagar 80% dos seus salários, deve ser reduzido.

Numa entrevista exclusiva ao ‘Evening Standard’, o Primeiro Ministro afirmou que era hora de ser “absolutamente franco” e dizer aos britânicos que ficar em casa “a longo prazo” não é saudável, “nem para si, nem para a economia”.

As suas palavras vão desanimar grupos empresariais e sindicatos, que pedem uma terceira extensão do esquema que deve terminar em Outubro e que custará cerca de 60 biliões de libras, segundo o Escritório de Responsabilidade Orçamental.

Com apenas dois dias para que reabram os pubs e restaurantes, na maior operação de desbloqueio da economia nacional até agora depois do confinamento do coronavírus, Johnson destacou a importância vital das próximas semanas para confirmar a recuperação da Grã-Bretanha.

O alerta sincero do primeiro-ministro de que as licenças de trabalho não poderão ser prorrogadas ocorre depois que grupos empresariais e sindicatos pressionarem para um terceiro adiamento da data limite para o esquema, que actualmente paga 80% do salário daqueles incluídos no esquema.

Ontem, no Parlamento, o líder trabalhista Keir Starmer, citando a perda de milhares de empregos na Airbus e noutras empresas, perguntou se o “primeiro-ministro entende agora que sem o esquema de licenças para algumas áreas da economia, que as deixa ainda mais em risco?”

A que o primeiro-ministro respondeu: “Tenho que ser muito, muito franco consigo. Gastámos 120 biliões de libras apoiando pessoas, é um grande compromisso, mas abraçámos o desafio… Mas acho que as pessoas têm de perceber que as restrições específicas que lhes foram colocadas, não são de longo prazo, nem saudáveis para a economia ou para eles como trabalhadores “.

Johnson dá sequência a muitas críticas de que os trabalhadores em licença, são também aqueles que não cumprem as medidas de contenção contra o coronavírus e que, em muitas ocasiões, têm furado as regras essenciais para travar a propagação do surto.        

É também um momento em que o chefes da polícia expressam receios sobre o comportamento das multidões como no sábado e quando bares e restaurantes vão reabrir este Sábado, Johnson alertou que “o público precisa de ficar alerta e perceber que a ameaça não acabou. Têm de seguir as orientações e comportarem-se com responsabilidade.”

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