PROTESTO DE PORTUGAL ADIA DECISÃO DAS ‘PONTES AÉREAS’ COM O REINO UNIDO

Tal como noticiámos ontem, Portugal reagiu vigorosamente, depois de, aparentemente, ter ficado de fora de uma lista de países que poderão beneficiar de pontes aéreas com o Reino Unido, sem que os passageiros tenham de passar por um período de quarentena de 14 dias no regresso.

A decisão que deveria ser anunciada hoje ficou adiada, segundo o Governo britânico, para quarta ou mais tarde esta semana.

O turismo é um dos maiores sectores da economia portuguesa e muitas áreas, incluindo Lisboa, Porto e Algarve são muito populares para os turistas do Reino Unido.

Mas pressupõe-se que Portugal não estará na lista inicial dos países classificados ‘verdes’ ou ‘laranja’ que ficam autorizados a utilizarem os citados corredores, uma vez que é a única nação europeia, segundo a imprensa britânica, com uma taxa mais elevada de infecções de coronavírus do que o Reino Unido.

Tal como dissemos ontem, Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna português, disse ao jornal Diário de Notícias que “Portugal tem melhores indicadores de resposta à pandemia que o Reino Unido” e, por isso, “não há nenhuma razão” para não estarmos incluídos na lista de países que Grã-Bretanha vai indicar para as pontes (corredores) aéreas.

No âmbito do sistema de semáforos,  elaborado pelo Joint Biosecurity Centre e pela Public Health England e que deverá estar em vigor até 6 de Julho, os países serão classificados como verdes, laranja ou vermelhos com base nos níveis de infecção do coronavírus, baseados em dados oficiais e na confiança nos sistemas de teste e de rastreio.

A exigência automática de quarentena de 14 dias permanecerá apenas para países “com classificação vermelha”, como os EUA e o Brasil. As viagens entre os países “verdes” e os “laranja” ficarão isentas de quarentena, mas os passageiros terão de preencher um “formulário de localização” que identifica os seus movimentos no país de destino.

Julga-se-se que os países “verdes” incluam a Áustria, a Croácia, a Grécia e a Alemanha, enquanto os países “laranja” incluem França, Itália, Suíça e Espanha. Espera-se que nas próximas semanas se chegue a um acordo com a Austrália e a Nova Zelândia para os acrescentar à lista de países “verdes”.

Devido aos fortes protestos de Portugal e, possivelmente, de outros países, que efectivamente detêm melhores resultados do coronavírus que a Grã-Bretanha, o Governo britânico decidiu adiar a decisão final para quarta-feira ou mais tarde.

Pode também ler a reacção de Eduardo Cabrita no https://www.asnoticias.co.uk/web/2020/06/28/governo-portugues-reage-as-noticias-na-imprensa-britanica-sobre-os-corredores-aereos/

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