ANGELA MERKEL ASSUME A PRESIDÊNCIA DA UE COM MÃO FIRME SOBRE O BREXIT

Angela Merkel alertou que os britânicos terão que “viver com as consequências”, se Boris Johnson rejeitar o plano de Theresa May em manter estreitos laços económicos com Bruxelas após o Brexit.

A chanceler alemã falava com seis jornais europeus, antes da Alemanha assumir a presidência rotativa do conselho da UE em 1 de Julho, e um dia depois do negociador-chefe do Brexit britânico ter referido que a próxima fase das negociações com o bloco seriam difíceis.

“Com o primeiro-ministro Boris Johnson, o Governo britânico quer definir por si só que relacionamento terá connosco depois que o país sair (da UE)”, disse Merkel.

Para isso, “terá de viver com as consequências, é claro, e com uma economia com menos conexões. Se a Grã-Bretanha não quiser ter regras sobre o meio ambiente e o mercado de trabalho ou padrões sociais comparáveis ​​aos da UE, as nossas relações ficarão mais longe”.

Merkel, de 65 anos, lidera a Alemanha desde 2005 e irá reformar-se da vida política quando seu quarto mandato como chanceler terminar no próximo ano. Terá nesta presidência da União Europeia seis meses de luta com o Reino Unido, mas, na sua opinião, um Brexit sem acordo não seria uma derrota pessoal para ela.

A chanceler alemã disse que a Europa só pode responder adequadamente à “realidade”, já que a Grã-Bretanha define o que quer na mesa de negociações.

Os comentários de Merkel, publicados no Guardian, vêm depois do negociador chefe britânico do Brexit  nas negociações da UE ter dito que o “processo agora intensificado”, nas discussões na próxima semana, precisava de ser realista.

David Frost disse que o Reino Unido não permitiria a Bruxelas o direito de forçar mudar a lei britânica, com a ameaça de tarifas.

Johnson afirmou que o Reino Unido rejeitaria qualquer oferta da UE, para estender o período de transição do Brexit para além do final do ano.

Em linguagem optimista, Frost insistiu que a soberania do Reino Unido sobre leis, tribunais e pesca “não estava em discussão”.

Mas agora David Frost não terá apenas pela frente Michel Barnier, mas também Angela Merkel que, caso não veja resultados, não recuará perante uma solução sem acordo.

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