Covid-19: CLASSE MÉDICA E CIENTÍFICA PEDE AO GOVERNO QUE PREPARE O PAÍS PARA UMA 2ª VAGA

Londres, 24 jun 2020 – Há semanas que várias associações, instituições e profissionais de saúde vêm a pedir ao Governo que acautele o Reino Unido para uma possível vaga de Covid-19, que afirmam como um “risco real” e que pode ser facilitada por uma fase de desconfinamento excessivo.

No entanto, todos temos lido nos mais variados meios de comunicação social, que existe alguma confusão e falta de consenso na classe cientifica sobre se, realmente, haverá uma segunda vaga, ou se será tão mortífera como a primeira.

Mas este aviso vem depois do anuncio do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, da reabertura no início de Julho de bares, restaurantes, cabeleireiros, museus e cinemas – encerrados desde o final de Março -, a que representantes da classe médica escreveram uma carta aberta inserida na publicação especializada British Medical Journal.

“Embora seja difícil prever o formato da pandemia no Reino Unido, as evidências disponíveis mostram que os focos são cada vez mais prováveis e que uma segunda vaga constitui um risco real”, escreveram os signatários, entre os quais o presidente da Associação Médica Britânica, que representa os médicos do Reino Unido.

“Agora, não se trata apenas de lidar com as importantes repercussões da primeira fase da pandemia, mas também de garantir que o país esteja adequadamente preparado para conter uma segunda fase”, acrescentaram.

Os signatários pedem o estabelecimento de uma comissão “construtiva” e “não partidária” que produzirá uma avaliação a partir de Agosto e no final de Outubro, o mais tardar.

“Esta deve concentrar-se em áreas com fragilidades, onde são necessárias ações urgentes para evitar novas mortes e restaurar a economia o mais completa e rapidamente possível”, referiu a carta.

Entretanto, o Governo acredita que fez progressos suficientes contra o vírus para aliviar as medidas de contenção.

O ministro das Empresas, Alok Sharma, reconheceu hoje numa entrevista à BBC que “ainda existem riscos”, mas que o Governo adoptou uma abordagem “cautelosa”.

Numa conferência de imprensa na terça-feira, o chefe dos serviços de saúde ingleses, Chris Whitty, disse que essas novas medidas de flexibilização não ocorrerão “sem risco” e que o vírus provavelmente continuaria presente “até a próxima primavera”.

O que é necessário, tem a ver como devem ser constituídas as comissões de prevenção, incluindo todas as vozes e teorias cientificas, até que seja produzida uma vacina ou conhecido com rigor o vírus. 

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