Covid-19: INCERTEZA DA INCLUSÃO DE PORTUGAL NOS CORREDORES AÉREOS COM O REINO UNIDO NÃO PREJUDICA AS FÉRIAS DOS EMIGRANTES AQUI RESIDENTES

Na maioria da comunicação social do Reino Unido era hoje notícia de que o Governo inglês ter-se-ia decidido pelos corredores aéreos com a França, Espanha, Itália, Grécia e Turquia, ignorando os contactos e negociações com Portugal, que aqui noticiámos com declarações de Boris Johnson, Augusto Santos Silva, ministro dos negócios estrangeiros português e, mais recentemente,do embaixador de Portugal em Londres.

 

Dizia hoje o Times que o Governo britânico iria dispensar o cumprimento de quarentena a pessoas que viajem entre o Reino Unido e alguns países com um risco baixo de infecção com covid-19, mas a inclusão de Portugal estava incerta. 

Dizia o diário que Johnson estava perto de fechar uma lista de 10 países considerados seguros para os turistas britânicos, mas apenas referindo 5 e omitindo todos os outros, ou por desconhecimento ou por razões que não sabemos.

Sobre Portugal o jornal dizia que era alvo de “debate intenso” devido ao recente surto no Algarve.

Uma fonte do governo disse ao jornal que “qualquer decisão em aceitar corredores de viagens com outros países será baseada em critérios rigorosos de saúde pública”. 

Uma festa em Odiáxere, no concelho de Lagos, resultou em pelo menos 111 pessoas infectadas, das quais 19 são crianças com menos de 9 anos, indicou a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, que terá realizado cerca de 2.500 testes covid-19 para conter o surto.

O Governo português tem sido activo na pressão junto das autoridades britânicas para abrir um “corredor aéreo” para Portugal, destino de mais de 2,5 milhões de britânicos todos os anos, que representaram quase 20% das dormidas de estrangeiros em 2019.

Mas mesmo que se venha a verificar esta posição restritiva do Governo britânico, os emigrantes portugueses podem ainda deslocar-se a Portugal por via aérea, sem serem alvo da quarentena imposta, basta que, para isso, façam escala em França ou Espanha, ou noutro país em que haja um acordo com o Reino Unido.

Assim como valida a ida por via terrestre por França ou por Ferry até Espanha, já que na volta conta o país de embarque ou de entrada. Poderá criar problemas a quem já comprou viagem directa de ida e volta para Portugal, mas todos os outros que tomarem precauções estão livres da tão temida quarentena de 14 dias à chegada.

A data formal para as condições desta medida serem revistas é na próxima semana, mas o ministro da Saúde, Matt Hancock, revelou na segunda-feira que o anúncio poderá acontecer antes. Por isso, devemos todos esperar pelo desenvolvimentos do anúncio desta medida e, depois, decidir de acordo com o resultado.

 

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