Covid-19: ABRE EM SETEMBRO A ESCOLA ANGLO-PORTUGUESA EM LONDRES  

Londres, 07 jun 2020 – Numa conversa com a directora da nova escola anglo-portuguesa em Londres (APSol), Marta Correia, podemos confirmar que se mantém a sua abertura para o dia 7 de Setembro, apesar das incertezas criadas pelo surto do coronavírus.  

“Como a escola vai abrir em Setembro, não afecta as crianças neste momento. Depois, a escola pedirá conselhos do Ministério de Educação [britânico] para tomar medidas, como outras escolas estão a tomar neste momento. Vamos manter-nos actualizados e depois planearemos a estrutura do dia com os conselhos que nos forem dados”, afirmou a responsável.

Desde o início de Junho que o Governo britânico autorizou a reabertura parcial das escolas primárias para as crianças dos primeiros anos, entre os 5 e 7 anos e para o 6º ano do ensino primário (10 a 11 anos) com medidas de distanciamento social, mas muitas escolas mantiveram-se fechadas. 

Uma vantagem é o facto desta escola anglo-portuguesa arrancar apenas com 60 alunos da pré-primária (‘Reception’), podendo as crianças de 5 anos serem distribuídas por vários grupos e pelas restantes salas de aula disponíveis no edifício. 

“Tomámos a decisão porque, no passado, outras escolas abriram com mais anos e tiveram dificuldades com o planeamento e currículo. Desta forma podemos dar mais tempo e atenção à ‘Reception’ e depois eventualmente ao primeiro ano até chegar ao sexto. Vamos crescendo todos os anos”, explicou a responsável. 

O Acordo de Financiamento com o Estado britânico foi assinado recentemente, garantindo fundos para o funcionamento, incluindo o recrutamento de funcionários, e o investimento em tecnologia, como quadros interactivos, computadores e ‘tablets’. 

“Quadros interactivos contribuem para a qualidade de ensino na classe, mas também dá oportunidades a crianças para aprenderem a escrever em teclado bilingue e para comunicar com crianças de países lusófonos com quem vamos ter parcerias. A tecnologia é muito importante”, vincou.

A escola está situada em Wandsworth, no sul de Londres, num edifício que pertencia a uma instituição de ensino técnico e profissional, o South Thames College, e beneficia de espaços já existentes para actividades didácticas, como um anfiteatro, um estúdio de dança e um ginásio. 

O ensino vai ser bilingue, em inglês e português, mas o currículo pedagógico é o oficial britânico, pois a escola está inserida no sistema público britânico enquanto ‘free school’, uma escola independente suportada pelo Estado britânico mas com autonomia na gestão.

Directora desde Abril, Marta Correia dirigiu antes uma escola bilingue anglo-alemã e conhece os desafios deste tipo de projectos. 

“Quando as escolas bilingues abrem, no primeiro ano tem mais crianças que já falam a língua porque os pais já estavam a acompanhar o projecto e tinham interesse que a escola destas abrisse”, explicou. 

Porém, acredita que, “quando mais a escola for divulgada na comunidade, pais de outras nacionalidades vão poder ver que não é só por causa da língua que escola está a correr bem, mas também através do currículo e das actividades”. 

Quando a escola estiver a funcionar em pleno, vai abranger 420 alunos dos 4 aos 11 anos. 

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