Covid-19: TESTE DO MEDICAMENTO DE TRUMP COMEÇA HOJE NO REINO UNIDO

Cloroquina (hidroxicloroquina ou placebo) será administrada a mais de 40.000 profissionais de saúde na Europa, África, Ásia e América do Sul. Todos os participantes são trabalhadores que estão em contacto com pacientes de Covid-19. O presidente dos EUA, Donald Trump, foi severamente criticado, esta semana, depois de ter anunciado que estava tomando hidroxicloroquina, apesar dos avisos de que pode não ser seguro.

Os primeiros participantes do teste no Reino Unido serão inscritos, na quinta-feira, nos hospitais da Universidade de Brighton e Sussex e no hospital John Radcliffe, em Oxford.

Ser-lhes-á administrado hidroxicloroquina ou placebo por três meses. Na Ásia, os participantes receberão cloroquina ou um placebo.

Estes são os primeiros de 25 testes planeados no Reino Unido, com resultados a serem apresentados até o final do ano.

A investigação está aberta a qualquer pessoa que atenda directamente doentes com coronavírus no Reino Unido, desde que nunca tenham sido diagnosticados com Covid-19.

Os resultados confirmam se os medicamentos podem impedir que os profissionais de saúde expostos ao vírus o possam contrair.

Um dos líderes do estudo, o professor Nicholas White, da Universidade de Oxford, explica que “realmente não sabemos se a cloroquina ou a hidroxicloroquina são benéficos ou adversos ao Covid-19″.

Mas, um estudo controlado como este, em que nem o participante nem os pesquisadores sabem quem recebeu o medicamento ou um placebo, será a melhor maneira de descobrir.

“A produção de uma vacina amplamente disponível, segura e eficaz pode estar muito longe”, disse o professor Martin Llewelyn, da Brighton and Sussex Medical School, que também lidera o estudo.

“Se drogas como a cloroquina e a hidroxicloroquina pudessem reduzir as hipóteses de contrair o Covid-19, isso seria incrivelmente valioso”.

Os medicamentos podem reduzir a febre e a inflamação e são usados ​​como prevenção e tratamento da malária.

A hidroxicloroquina regula a resposta imune do corpo e também é usada no tratamento da artrite reumatóide e o lúpus – uma doença inflamatória causada por um sistema imunológico hiperactivo.

Enquanto o estudo da Universidade de Oxford está ocorrendo num ambiente clínico controlado, a Organização Mundial da Saúde alertou que alguns indivíduos se auto-medicam e correm o risco de causar sérios danos a si próprios.

Este medicamento ainda não demonstrou ser seguro e eficaz na prevenção ou tratamento do coronavírus e pode causar arritmias cardíacas perigosas.

A investigação também envolve pesquisadores do Reino Unido, Tailândia, Vietnam, Laos, Camboja e Itália.

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