FALTA DE CONSENSO CIENTIFICO DE MEDICAMENTO CONTRA O CIVID-19 DIVIDE OS SERVIÇOS DE SAÚDE EM TODO O MUNDO 

O medicamento contra a malária, hidroxicloroquina, é o melhor medicamento, actualmente disponível, contra o coronavírus, de acordo com uma pesquisa internacional com 6.200 médicos.

Dos clínicos constantes na pesquisa ​​de 30 países, a maioria (37%) disse que considera esta a “terapia mais eficaz” contra o vírus.

Mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) alega que “não há evidências” de que qualquer medicamento “possa prevenir ou curar a doença”.

Com uma crise crescente e sem a cura à vista, médicos na Europa, EUA e China tiveram autorização para prescrever o medicamento considerado promissor para pacientes com COVID-19.

O Reino Unido impediu os médicos de distribuir a hidroxicloroquina – uma forma de cloroquina – até estarem concluídos os ensaios clínicos.

A cloroquina (CQ), com a marca Aralen, e a contrapartida hidroxicloroquina (HCQ), conhecida como Plaquenil, são medicamentos já bem estabelecidos no circuito farmacêutico britânico. São prescritos no NHS para tratar a artrite reumatóide e o lúpus e são utilizados desde a década de 1940.

A pesquisa mais recente, realizada pela Sermo – uma ‘plataforma virtual’ para médicos, descobriu que estes comprimidos eram mais usados ​​contra o COVID-19 na Espanha, onde 72% dos médicos confirmaram que os haviam receitado. Cinquenta e três por cento dos médicos na Itália dizem também  tê-los usado para tratar o vírus assassino, enquanto na China indicou ter utilizado o medicamento em 44 por cento dos casos.

No diz respeito ao Reino Unido, apenas 13% dos clínicos, que tomaram parte da pesquisa, confirmaram terem prescrito cloroquina a pacientes com coronavírus, provavelmente em clínicas particulares.

A pesquisa não especifica que outros medicamentos são utilizados como mais eficazes no tratamento do COVID-19.

Mas indica que os três tratamentos mais prescritos pelos médicos são os analgésicos (56%), azitromicina (41%), antibiótico usado para infecções bacterianas e hidroxicloroquina (33%).

O director-executivo da Sermo, Peter Kirk, descreveu os resultados da pesquisa como um “tesouro de ‘insights’ globais para os executores de políticas” de saúde. Os médicos deveriam ter mais voz na forma como lidamos com esta pandemia e deveriam poder compartilhar rapidamente informações entre si e com outros clínicos em todo o mundo”. Onde na maioria dos países se confirma o aumento da utilização da cloroquina, uma forma sintética de quinino, proveniente da cinchona, arbustos naturais de folhagem persistente da região tropical da América do Sul, e usados há séculos para tratar a malária.

Os primeiros testes na China mostraram que estes medicamentos podem reduzir os efeitos graves do coronavírus, e os médicos consideram alargar o uso de drogas como um “profilático” para dar às pessoas que acusam testes positivos ao coronavírus, mas que ainda não desenvolveram os sintomas mais graves.

Neste momento, médicos em todo o continente americano estão autorizados a prescreverem o CQ e HCQ como último recurso para pacientes com COVID-19 em estado crítico. No entanto, como referimos, não está ainda licenciado no Reino Unido para o efeito.

Um porta-voz do Departamento de Saúde e Assistência Social diz que “os ensaios clínicos já estão em andamento no Reino Unido para avaliar se os medicamentos existentes, como a hidroxicloroquina, são adequados para o tratamento do COVID-19. Só depois de termos evidências claras e definitivas de que esses tratamentos são seguros e eficazes, serão, então, usados ​​primeiro num ensaio clínico” e depois através dos serviços nacionais de saúde.

“As pessoas devem continuar a seguir os conselhos do NHS e ficar em casa, proteger o NHS e salvar vidas”, finaliza o Departamento de Saúde britânico.

A hidroxicloroquina parece ser segura, mas sua eficácia para o COVID-19 ainda é desconhecida. Aliás, apesar de muitas tentativas em desenvolver um medicamento ou vacina eficaz contra o coronavírus ainda não há resultados comprovados

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