ENFERMEIROS CRITICAM LIMITAÇÕES DE MÁSCARAS EM AMARANTE E PENAFIEL

O Sindicato de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU) acusou hoje o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), sediado em Penafiel, de limitar a utilização de máscaras cirúrgicas, a uma por dia, para cada profissional de saúde.

Num comunicado enviado à Lusa por aquele sindicato, refere-se que a informação foi hoje comunicada pela administração, por correio electrónico, a todos os profissionais.

Nesse documento, refere o sindicato, o presidente do conselho de administração, Carlos Alberto Silva, explica que a medida é tomada “à semelhança do que já acontece noutras instituições hospitalares por dia” e que “a entrega de máscara será feita junto aos seguranças na entrada principal com validação por leitura do cartão de identificação”.

O SITEU considera que esta medida “põe em risco os profissionais de saúde e os doentes do CHTS”.

Gorete Pimentel, presidente da direcção do SITEU, citada no comunicado, explica que “as máscaras não devem ser usadas por um período superior a quatro horas, pois perdem a capacidade de filtrar os microrganismos”.

O sindicato refere que tem recebido “apelos de todo o lado a pedir com urgência equipamentos de protecção individual, sejam hospitais, centros de saúde, lares, misericórdias. Todos têm falta de equipamentos de protecção”.

Sobre a posição do sindicato, fonte da administração do CHTS esclarece que o email enviado aos colaboradores, citado pelo sindicato, tem a ver com as máscaras atribuídas a todos que entram nas instalações hospitalares em Penafiel e Amarante.

“Numa perspectiva de saúde pública e protecção de todos os colaboradores do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), serão distribuídas máscaras a todas pessoas que entrem em ambas as unidades do CHTS”, lê-se no esclarecimento, acrescentando-se: “Todo o material de protecção individual dos profissionais de saúde das áreas clínicas continuará a ser gerido e distribuído, como até ao momento, por uma equipa de enfermeiros que assegura toda a proteção preconizada pela DGS para protecção de profissionais e doentes”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 17.000.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir actualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.077 mortos em 63.927 casos. Segundo as autoridades italianas, 7.024 dos infectados já estão curados.

Em Portugal, há 30 mortes, mais sete do que na véspera, e 2.362 infecções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direcção-Geral da Saúde, que regista mais 302 casos do que na segunda-feira.

Dos infectados, 203 estão internados, 48 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 22 doentes que já recuperaram.

Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de Abril.

Além disso, o Governo declarou dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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