Euro2020: Portugal a meio gás chegou e bastou para o Luxemburgo

Portugal alcançou hoje, sem grande brilhantismo, uma esperada vitória sobre o Luxemburgo, por 3-0, e reforçou o segundo lugar do grupo B, tendo ficado ainda mais perto do apuramento para o Euro2020 de futebol.

No regresso ao Estádio José Alvalade em jogos oficias, após seis anos de ausência, os campeões europeus cumpriram o seu papel, mesmo sem deslumbrar, e continuam também na luta pelo primeiro lugar do agrupamento.

Bernardo Silva, aos 16 minutos, Cristiano Ronaldo, aos 65, e Gonçalo Guedes, aos 89, fizeram os golos de Portugal, frente a um Luxemburgo que, historicamente, já foi mais frágil, mas continua a ‘milhas’ do topo do futebol europeu.

A exibição lusa foi suficiente para arrecadar a vitória, mas também para poupar alguns esforços para o jogo da próxima segunda-feira, em Kiev, o mais esperado do grupo B.

Portugal introduziu alguma velocidade na partida apenas durante o arranque das primeira e também segunda partes, caindo depois em monotonia, com um futebol demasiado ‘mastigado’ a meio, com João Félix, Bernardo Silva e Bruno Fernandes a fugirem quase sempre para o centro.

Tal como já tinha sucedido na Lituânia (5-1), Félix voltou a ser titular e novamente esteve demasiado ansioso na procura do seu primeiro golo com a camisola das ‘quinas’, abusando algumas vezes de lances individuais ou então com pontaria desafinada (atirou ao lado logo aos 13 minutos, na primeira grande oportunidade do jogo).

João Moutinho apareceu no lugar do lesionado William Carvalho, que era até hoje totalista na qualificação, enquanto Pepe voltou a centro da defesa, ao lado de Rúben Dias.

Perante 47 mil espectadores, Portugal entrou dominador e ambicioso no encontro, na tentativa de chegar o mais cedo ao golo, e assim aconteceu aos 16 minutos, através de Bernardo Silva. Nelson Semedo, outro dos regressos, fugiu pela direita, embrulhou-se com o guarda-redes e o extremo do Manchester City só teve que encostar para o primeiro da noite.

Depois de Cristiano Ronaldo ter obrigado o guarda-redes Moris a boa defesa, a selecção nacional, inexplicavelmente, baixou de intensidade e velocidade, dando demasiadas vezes a bola ao Luxemburgo.

Os forasteiros aproveitaram e Thill, por duas vezes, tentou fazer o primeiro golo de sempre do Luxemburgo em solo luso. No primeiro remate, o número ’10’ acertou nas malhas laterais e, no segundo, Rui Patrício defendeu com facilidade.

O intervalo fez bem à equipa de Fernando Santos, que regressou dos balneários com nova atitude e com Cristiano Ronaldo e Bruno Fernandes a ‘abusarem’ dos remates de longa distância, com Moris a mostrar-se intransponível.

Aos 65 minutos, finalmente Ronaldo venceu o duelo com o guarda-redes rival, mas num lance com uma ajuda bem grande de um defesa luxemburguês, perdeu a bola para o capitão luso, em zona proibida. Isolado, o avançado fez um belo ‘chapéu’ a Moris.

Já com Gonçalo Guedes no lugar de Bernardo Silva, Ronaldo esteve perto do terceiro, mas Portugal voltou a ‘relaxar’ e os minutos finais foram com o Luxemburgo a actuar no meio-campo luso.

Mesmo assim, aos 89 minutos, Gonçalo Guedes aproveitou uma bola perdida na área, após um pontapé de canto, e fechou a contagem, tendo marcado o seu terceiro golo nos últimos quatro jogos pela selecção nacional.

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