BREXIT: Johnson vê 30 dias “difícil” e Portugal aconselha viajar com passaporte

Boris Johnson disse hoje, em Bearitz durante a reunião do G7, que uma solução para o ‘backstop’ em 30 dias será ‘muito difícil’ de conseguir, contudo o Governo britânico fará todo o possível para encontrar solução para um novo acordo com a União Europeia. Adiantou que ninguém deve criar “falsas expectativas” sobre o sucesso de uma resolução.

Entretanto, em Lisboa o executivo português aconselhou ontem todos os portugueses a viajarem para o Reino Unido munidos do seu passaporte. Em causa estão as incertezas provocadas pelo Governo britânico, que quer pôr um fim à livre circulação logo à meia-noite do dia 1 de novembro (primeiro dia do Brexit) se não for assinado nenhum acordo de saída.

“Será recomendável que os cidadãos portugueses viajem na posse de passaporte válido”, disse ao “Expresso” o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Uma posição na linha que o nosso jornal vem a publicar, reflexo das recentes posições do novo Governo britânico muito mais radical e inflexível ao fenómeno da imigração para o Reino Unido.

Apesar do comunicado do Home Office (Ministério do Interior britânico) largamente publicado nas redes sociais, datado no passado dia 21 de Agosto, que fala sobre a possibilidade dos imigrantes da EU, que entrem no território antes da data da saída do Reino Unido da União Europeia, poderem aderir ao ‘settle status’ até 30 de Dezembro de 2020, na verdade o mesmo reflecte directivas emanadas do Governo de Theresa May e que são discordantes com as últimas declarações do actual primeiro-ministro e de Pritti Patel, ministra do interior.

Não há legislação que substancie quaisquer comunicados ou declarações e, por isso, tudo pode mudar caso não haja acordo de saída. Deste modo é necessário que todos os portugueses aqui residentes preencham e submetam o ‘settle status’, como garantia de residência permanente indefinida. É a única garantia que temos, no actual momento político no Reino Unido.

No último encontro de Boris Johnson em Paris, em tom conciliador, Emmanuel Macron, apoiou a ideia de Angela Merkel para a apresentação, em 30 dias, de uma proposta para substituir o polémico ‘backstop’. Onde o primeiro-ministro britânico disse querer “um acordo” e acreditar “que podemos chegar a um bom acordo” para o Brexit até 31 de Outubro.

Contudo, hoje a ala mais radical do partido conservador veio a declarar que a solução do ‘backstop’ não será suficiente para apoiarem um novo acordo no Parlamento. Por outro lado, Jeremy Corbyn propôs conservações para uma estratégia com todos os deputados que se opõem à saída da União Europeia sem acordo, para derrubarem o Governo.

Comentários

be the first to comment on this article

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Ir para TOPO
Translate »