Parlamento prepara um voto de ‘não confiança’ a Boris Johnson

Enquanto Boris Johnson deve viajar para Berlim e Paris na próxima semana para conversações sobre o Brexit com a chanceler alemã, Angela Merkel, e com o presidente da França, Emmanuel Macron, antes da cúpula do G7 em Biarritz, no próximo final de semana, no Parlamento prepara-se o ataque ao recém-eleito primeiro-ministro.

Vinte deputados do partido Conservador, unem-se aos trabalhista e restante oposição para votarem a favor de um voto de ‘não confiança’ ao actual Governo, chamarem novas eleições gerais e empossarem um executivo de transição liderado pelo ‘velho’ político conservador, Ken Clarke, um defensor da permanência do Reino Unido na União Europeia.

Clarke disse ontem à noite que estaria disposto ser o próximo primeiro-ministro interino para impedir que a Grã-Bretanha deixasse a UE sem um acordo em 31 de outubro.

O antigo ministro das finanças conservador declarou que um governo de unidade nacional poderia ser necessário, porque acredita que o país enfrenta agora uma crise semelhante à recessão de 1930 e das duas guerras mundiais.

O líder trabalhista, Jeremy Corbyn, já se tinha colocado à frente para liderar o governo de transição, mas foi rejeitado pela líder liberal-democrata Jo Swinson, que sugeriu uma figura alternativa como Clarke ou Harriet Harman, do partido trabalhista.

Clarke disse que seu governo de unidade nacional seria um “governo de curto prazo e com um único intuito”, uma política para “rejeitar o Brexit”.

No entanto, contra os trabalhistas, Ken Clarke poderá ter um caminho tortuoso até às próximas eleições que poderão, ou não, decidir o futuro do Reino Unido.

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