EUA já ameaça o Reino Unido antes do acordo livre de comércio

O EUA não vão negociar um acordo de livre comércio como Reino Unido, a menos que o novo imposto sobre serviços informáticos (Google, Facebook, Amazon, etc.) seja abolido, segundo a imprensa norte-americana.

A medida do Governo britânico, proposta em 2018 pelo então Ministro da Finanças, Philip Hammond, deve-se ao facto da maioria dos gigantes informáticos não pagarem uma parte justa de impostos e deverá ser introduzida em Abril do próximo ano.

No entanto, esta advertência de Washington vem em sequência do que muitos analistas têm vindo a dizer: os Estados Unidos comercialmente vão tentar criar regras  e substituir a dependência que o Reino Unido acusa ser agora exercida pela União Europeia.

A ameaça foi “comunicada ao governo do Reino Unido a vários níveis”, diz a imprensa norte-americana, citando uma fonte que explicou os termos: “se introduzirem esse imposto, não iniciaremos negociações de comércio livre convosco.”

O relatório surge poucos dias depois de Trump ter dito que começou, com o primeiro-ministro Boris Johnson, a trabalhar num acordo de livre comércio entre os dois países.

O jornal Telegraph diz que Liam Fox, quando Ministro da Economia, estava entre os que foram advertidos sobre o imposto digital por políticos dos EUA no mês passado.

Estima-se que o imposto de 2% renderá mais de 400 milhões de libras esterlinas para o Tesouro até 2022, mas os EUA considera que a medida vai contra a “isenção de impostos” das empresas americanas, que defende para um possível acordo comercial com o Reino Unido.

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