Adolescentes que mataram português serão julgados em 2020

Dois dos quatro adolescentes acusados do homicídio do português Wilham Mendes em Londres vão ser novamente julgados, no próximo ano, porque o júri não chegou a uma conclusão, adiantou fonte judicial.
O julgamento, que decorria há seis semanas no Tribunal Criminal Central de Londres, terminou na quarta-feira com um veredicto de culpado em várias das acusações de assalto e posse de arma branca dos quatro adolescentes acusados.
A audiência para a determinação da sentença por estes crimes está prevista para 18 de Setembro e o segundo julgamento sobre o homicídio está marcado para Fevereiro de 2020, disse fonte da procuradoria-geral (Crown Prosecution Service) à agência Lusa.
Wilham Mendes, natural da Guiné-Bissau mas de nacionalidade portuguesa, morreu a 22 de Dezembro do ano passado, poucas horas depois de ter saído de do trabalho num restaurante, na sequência de um assalto por adolescentes com idades entre os 15 e 16 anos na altura.
A acusação, a cargo do ministério público britânico, apresentou imagens de video-vigilância onde se vê Wilham Mendes rodeado pelos quatro adolescentes e a tentar fugir.
Segundo o procurador Oliver Glasgow, seguiu-se uma luta e uma fuga por ruas interiores, onde o português, um praticante de pugilismo amador, “foi violentamente esfaqueado e deixado a morrer”.
Apesar de se ter declarado inocente das várias acusações de roubo naquela noite, um dos adolescentes admitiu que esfaqueou Wilham Mendes, alegando auto-defesa.
Outro dos adolescentes admitiu envolvimento no roubo, mas declarou-se inocente do homicídio, e os restantes dois acusados negaram ter participado no roubo e no ataque.
Os menores, com idades entre os 15 e 17 anos e cujas identidades não podem ser divulgadas, foram acusados de sete crimes, incluindo um de roubo, dois de tentativa de roubo, um de homicídio e três de posse de arma proibida.
Wilham Mendes foi uma das milhares de vítimas de um crescente número de crimes com armas brancas no Reino Unido, cujo número de homicídios ascendeu a 132 em Londres no ano passado.

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