Theresa May anuncia demissão em Junho: PODERÁ ESTAR EM CAUSA O NOSSO ‘SEGURO’ FACE AO BREXIT

Theresa May, entre choro e zanga, apresentou a sua demissão como primeira-ministra e líder do Partido Conservador, para o dia 7 de Junho, mantendo-se interinamente no Governo até ao final de Julho, data em que está prevista a nomeação de um novo líder do partido e, por sua vez, do novo executivo.

Nas próximas semanas serão apresentados os candidatos à liderança dos conservadores, dentro dos quais os deputados escolhem dois e que, por sua vez, se apresentarão aos 120 mil militantes do partido que escolherão o próximo líder.

Neste momento sabe-se haver 20 candidatos ao lugar de Theresa May, mas apenas cinco são indicados como capazes de ganharem destaque na corrida a primeiro-ministro britânico. Falamos de Boris Johnson, Dominic Raab, Michael Gove, Jeremy Hunt, Andrea Leadson e Steve Baker.

Para todos nós aqui residentes, Theresa May era uma forte garantia da possibilidade de o Reino Unido continuar na União Europeia. Pelo que vimos, enquanto ali continuasse, a primeira ministra, não tinha capacidade de unir o partido e atrair uma maioria que chegasse a um consenso sobre o Brexit. Nestes últimos 3 anos May ia protelando oportunidades, tinha grande dificuldade em ouvir a oposição dentro e fora de partido e manter o eleitorado conservador.

Os resultados das eleições europeias, cuja publicação será tornada pública no próximo Domingo, prevêem-se desastrosos para os conservadores, com sondagens a apontarem para 30% do Partido do Brexit, de Nigel Farage, 23% para o Partido Trabalhista, 19% para o Partido Conservador e 15% para os Liberais Democratas.

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