Theresa May safa-se de um voto de confiança dos conservadores e mantém-se no poder

 

Theresa May está a salvo de um novo voto de confiança e mantém-se na liderança dos conservadores até Dezembro, depois do Comité de Apoio de 1922, formado pelos deputados do partido no Parlamento, não ter conseguido mudar as regras que definem o prazo de uma contestação ao líder conservador.

A reunião tinha sido convocada pelos euro-cépticos do partido que, mais uma vez, foram derrotados e impedidos de tentar chegar ao poder e ao Governo, que, assim, terão de aceitar a liderança de Theresa May até 12 de Dezembro deste ano.

Isto porque as actuais regras do partido obrigam os deputados a não desencadear outro desafio de liderança antes de 12 meses do último, que se realizou em Dezembro de 2018.

A única forma de afastar o governo de Theresa May seria através de um novo voto de confiança na Câmara dos Comuns, que provocaria eleições gerais antecipadas.

O presidente do comité, Graham Brady, quer que a primeira-ministra indique com precisão a data da sua resignação, mas May não é obrigada a fazê-lo.

A líder conservadora venceu a votação de confiança de 12 de Dezembro por 200 a 117 votos. As regras do Partido estabelecem que, se um líder vencer, “nenhum voto de confiança poderá ser convocado por um período de pelo menos 12 meses”.

No entanto, alguns deputados euro-cépticos tinham a esperança de criar uma maioria conservadora no comité e mudar as regras de contestação para 6 meses, como castigo ao Governo por ter atrasado Brexit até Outubro e obrigar o país a participar nas eleições europeias de 23 de Maio.

Esta facção de rebeldes dentro do partido Conservador tem por intenção afastar Theresa May, colocar Boris Johnson no poder e forçar um Brexit sem acordo, que para já não é possível.

 

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