Theresa May leva ao Parlamento o 2º referendo e anulação do Artigo 50

Os deputados eurocépticos conservadores acusam Theresa May de “declarar guerra aberta” aos britãnicos que votaram Brexit, ao  prometer ir aceitar uma votação livre sobre um segundo referendo ou a anulação do artigo 50, se o seu acordo do Brexit for novamente chumbado no Parlamento.

Se assim for,  a primeira-ministra irá pedir aos deputados de todos os partidos representados no Parlamento para ajudá-la a encontrar um Plano B, enquanto os parlamentares rebeldes do seu partido a acusam de estar cada vez mais “isolada” e ser preferível “indicar uma data” para sua resignação, por não ter sido capaz de sair da União Europeia no dia 29 de Março .

Mas Theresa May mantém-se igual a si mesma e define o quadro de votação para os deputados no Parlamento, com a intenção de avaliar o apoio a que chama de “sete principais caminhos do Brexit”: no seu acordo, já chumbado por duas vezes, na saída sem acordo, num segundo referendo, num acordo de união alfandegária, proposto pelos trabalhistas, num acordo EEA tipo Canadá, num acordo comercial ou, simplesmente, anular o artigo 50º e permanecer na UE.

Os “Brexiteers”, euro-cépticos, nem querem acreditar e estão furiosos porque esta medida dará o controle do Brexit ao Parlamento, onde a maioria dos deputados são pró-europeus, defendem um Brexit suave ou a sua anulação.

Confirmando esta estratégia de Plano B, o ministro de negócios, Greg Clark, um dos membros mais antigos do executivo, disse: ‘Se o acordo (do Governo) não for aprovado, o Governo vai entregar a decisão ao Parlamento de expressar e aprovar uma solução. Eu acho que é o passo certo ‘.

A primeira-ministra perdeu a batalha, quando o Partido da União Democrática admitiu ter perdido qualquer esperança que May pudesse obter um acordo e quando o líder de Westminster, Nigel Dodds, criticou o “imperdoável” discurso da PM na quarta-feira, que indiciava estar disposta “a desistir” de tudo.

Esta noite Theresa May convocou os ministros do gabinete, incluindo Liam Fox, Philip Hammond e Stephen Barclay, para um ponto de situação sobre a crise. Depois partiu para Chequers onde pretende concentrar-se em atrair conservadores, rebeldes trabalhistas e o Partido da União Democrática que entretanto a abandonaram.

Segundo se sabe, foi revelado que a chefe o executivo só tentará uma terceira votação ao seu acordo, se tiver uma “certeza de sucesso”.

Em Bruxelas, Theresa May foi excluída do jantar de cúpula e forçada a comer sozinha, enquanto as negociações prosseguiam para superar a cisão entre os líderes da UE, que rejeitavam a prorrogação do Artigo 50 até ao dia 30 de Junho, por acharem a proposta britânica “evasiva” e “confusa”.

A primeira-ministra viu recusada a sua proposta de adiamento de 3 meses do Artigo 50  e voltou a Londres “para tentar que o acordo de retirada fosse aprovado”, ou encontrar uma solução até 12 de Abril, data aprovada do adiamento pela UE.

Fontes junto aos líderes da UE dizem que, durante os 90 minutos da apresentação do plano do Brexit por Theresa May,  todos ficaram visivelmente perplexos  pelo teor do discurso descrito como “90 minutos de nada”, onde  pareceu “evasiva, sem plano e até algo confusa” quando questionada sobre qual o plano se o acordo for recusado novamente.

Comentários

be the first to comment on this article

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Ir para TOPO
Translate »