“Nenhum de vocês é um traidor’ – diz o Presidente e porta-voz da Câmara de Comuns depois do discurso “tóxico” de Teresa May contra os deputados

O porta-voz e Presidente da Câmara de Comuns, Parlamento, John Bercow elogiou os deputados dizendo que “nenhum de vocês é um traidor” depois do tom do discurso de Theresa May na TV sobre o Brexit, . Comunicação que foi considerada “irresponsável” por uma deputada trabalhista, por incluir  acusações, abusos e intimidações e onde tentou  responsabilizar o Parlamento pelo adiamento da data do Brexit.

A mesma deputada de Hull, Diana Johnson, que pediu um debate sobre patriotismo, diz ter sido alvo de mensagens que a acusavam de “traidora” e que, por isso, deveria “ser fuzilada e enforcada”.

Depois desta intervenção no parlamento, John Bercow explicou que  “Nenhum de vocês (deputados) é um traidor. Todos vocês estão fazendo o melhor que podem – isso não deveria gerar e tenho certeza que não gera controvérsia. Naquilo que me diz respeito, permitam-me dizer que acredito apaixonadamente na instituição Parlamento, nos direitos dos membros desta Câmara e no compromisso que têm com o seu dever. E uso a palavra dever no singular – porque o único dever de cada membro do Parlamento é fazer o que ele acha que é certo.”

Com o Reino Unido a apenas oito dias para a saída da UE e possivelmente sem acordo, Theresa May fez, na TV, ao vivo, uma intervenção para condenar a Câmara de Comuns por não apoiar o seu acordo de retirada da UE e acusou os deputados de jogarem ‘jogos políticos’.

A primeira-ministra tinha por intenção dirigir a sua intervenção para convencer os euro-cépticos do seu partido, rebeldes trabalhistas e Partido da União Democrática, da Irlanda do Norte, a apoiarem o seu acordo – depois da União Europeia ter dito que só concederia um pequeno atraso ao Artigo 50 se o Governo britânico conseguisse ganhar uma votação favorável sobre seu plano antes de sexta-feira da próxima semana. Só que o discurso foi como um tiro pela culatra e, em vez de a apoiar, causou grande marcha atrás entre os parlamentares, que o consideraram tóxico”, “desdenhoso”, “incendiário e irresponsável”, enquanto outro o chamava de “desgraça total”.

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