Tragédia de Entre-os-Rios 18 anos depois

Fez ontem dia 4 março 18 anos que caiu a ponte que vitimou 59 almas que regressavam de uma visita às Amendoeiras em flor.

Por todo o concelho de Castelo de Paiva na data de ontem fui possível ouvir os habitantes a falarem sobre a inesquecível tragédia que marcou para sempre as vidas das pessoas que la vivem, e foi noticiado em todo o país e até mesmo no estrangeiro

Horacio Moreira

 A 4 de março de 2001, em Castelo de Paiva os sonhos de 59 pessoas foram interrompidos. Acredito mesmo que foram apenas brutalmente interrompidos. Não vale a pena 18 anos depois procurar justificações para o que aconteceu. Lutamos, sofremos, procuramos respostas mas a justiça terrena não respondeu. Levantamos a cabeça e seguimos em frente com grande coragem e dignidade. O que mais incomoda é o silêncio dos culpados, é o silêncio dos que se escondem na sombra de uma tragédia que podiam ter evitado. Recordo com uma saudade do tamanho do mundo os meus pais, mas também me animo com a força com que eles queriam que vivêssemos. A todos os familiares e amigos um grande abraço de coragem e resiliência.

Rádio Montemuro 

Queda da ponte foi há 18 anos

Assinala-se hoje o 18º aniversário da queda da Ponte Hintze Ribeiro que, a 4 de março de 2001, tirou a vida a 59 pessoas. Um trágico acontecimento que acabou por provocar grandes transformações sociais na região. Em Castelo de Paiva, concelho de onde era a maioria das vítimas, foi criada, em abril de 2002, a Associação dos Familiares das Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios, com sede em Oliveira do Arda, na União de Freguesias de Paraíso, Raiva e Pedorido. A instituição tem sido o refúgio de muitos jovens em risco, oriundos de vários distritos do país, em particular de Aveiro.
Ao centro de acolhimento, “Crescer a Cores”, têm chegado muitos jovens que ali permanecem até à idade adulta.

paivense.pt 

No dia de hoje completam-se 18 anos do triste acontecimento da queda da ponte de Entre-os-Rios, que interrompeu as vidas de mais de 50 cidadãos paivenses, que regressavam de uma feliz excursão de autocarro, em uma altura de apreciação das amendoeiras a florescer.

“Trabalhava de noite, e foi a noite mais longa da minha vida. Tenho raizes em Castelo de Paiva e a todo o segundo, através da TSF, esperei ouvir esperança de sobreviventes. Foram horas que pareciam semanas. Ainda hoje passo nova ponte e sinto que o luto nunca será fechado”, referiu um morador.

Uma tragédia sem precedentes na história recente do país: 59 pessoas perderam a vida. Foram poucos, os corpos das vítimas recuperados. Até a presente altura, 36 das 59 vítimas fatais não tiveram os corpos localizados. Alguns deram à costa, na Galiza, a mais de 200 quilómetros do local do acidente.

Em janeiro de 2003 foi inaugurado o monumento de homenagem às vítimas, designado “Anjo de Portugal”, onde estão inscritos os nomes daqueles que morreram no acidente. Jamais serão esquecidos.

4 de Março de 2019 é um dia para recordar-se daqueles que infelizmente se foram e um lembrete para que os governantes estejam em alerta, para que não ocorrem novas tragédias como a queda da Ponte Hintze Ribeiro.

 

 

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