7 deputados trabalhistas abandonam e criam novo grupo político

Foi hoje constituído um novo ‘Grupo Independente’ de políticos e deputados trabalhistas britânicos, formado por diferentes gerações, incluindo a gestora grávida Luciana Berger, Chris Leslie, Angela Smith, Gavin Shuker, Ann Coffey e Mike Gapes e liderado por Chuka Harrison Umunna.

A sua renúncia ao partido simboliza a maior divisão na política britânica desde que o SDP abandonou o Partido Trabalhista em 1981 e realinhou à esquerda – o que abriu caminho para a eleição de Tony Blair em 1997.

Estes políticos apelaram ao público para contribuirem a criar este novo projecto – que ainda não é um partido político e ainda não pode concorrer a umas eleições.

O grupo acusa Jeremy Corbyn de transformar o Partido Trabalhista num partido racista que enfraquece a segurança nacional, aceita a “narrativa” dos inimigos da Grã-Bretanha e facilita noBrexit.

Um veterano Conservador, Nick Boles, recusou-se a descartar a possibilidade de ingressar neste novo ‘Grupo Independente’ de deputados, depois de conhecido o ‘bando dos sete’ do Partido Trabalhista que desencadeou um terremoto na política britânica.

Nick Boles, que liderou os esforços entre os partidos para garantir um Brexit mais suave possível, não confirma a sua continuidade no partido Conservador e insistiu estar totalmente focado em parar um acordo em 29 de Março.

Outros deputados conservadores, como Heidi Allen e Sarah Wollaston, poderão ser outros a desertarem a 39 dias do dia do Brexit. Ambos prometeram fazer qualquer coisa para impedir um acordo e avisaram que deixariam os conservadores se Boris Johnson ou Jacob Rees-Mogg se tornassem líderes.

Numa sensacional conferência de imprensa, Chuka Umunna, o líder do novo grupo, fez um apelo directo à mobilização nesta nova solução política a políticos de todos os partidos e uma chamada aos eleitores que estejam “enojados do presente momento político”.

Explicou que os sete deputados trabalhistas foram obrigados a renunciar como uma reacção contra Jeremy Corbyn, por permitir o anti-semitismo e uma cultura de intimidação no seio do seu partido.

O deputado trabalhista continuou por advertir Jeremy que mais deputados abandonariam o partido se o Partido Trabalhista não lidasse com esta nova cultura de intimidação e assédio.

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