Theresa May desafia a oposição e defende o voto de não-confiança

As expectativas da maioria dos observadores políticos, nos mídias britânicos, é que Theresa May deverá permanecer no cargo, estando o seu futuro nas mãos de cerca de 78 deputados conservadores, que votarão esta noite.

Mas se a primeira ministra derrotar o voto de não-confiança, a sua posição será temporariamente fortalecida e viajará para Bruxelas onde se encontrará com a cúpula europeia, na esperança de garantir compromissos ao seu impopular acordo do Brexit.

Se for derrotada, a obrigação constitucional é para que a primeira-ministra permaneça em funções, até que possa indicar um sucessor, com uma maioria na Câmara dos Comuns (Parlamento), à rainha. No caso do substituto não conseguir uma maioria parlamentar, a solução será dar oportunidade à oposição de formar Governo, ou convocar eleições antecipadas.

Este voto de não-confiança foi solicitado pelos conservadores e, por isso, pode mudar apenas a liderança do partido e do Governo e é considerado um problema interno do partido conservador. A vitória de Theresa May fortalecia a sua posição e dar-lhe-ia um estatuto incontestável de 12 meses como líder conservadora.

No Parlamento os conservadores têm 315 deputados e, para a vitória, uma das partes precisa de 158 deputados. Neste momento 147 parlamentares manifestaram-se a favor do voto em Theresa May e cerca de 90 a favor dos contestários. Tudo será resolvido pelos 78 deputados que ainda não se manifestaram.

O voto terá lugar hoje no Parlamento entre as 18 e 20 horas. O Brexit fica mais uma vez adiado…

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