48 deputados conservadores iniciam a “batalha da liderança” e disputam o lugar de Theresa May

Tudo indica que os deputados conservadores conseguiram reunir as 48 cartas necessárias para iniciarem um voto de não-confiança e principiarem, dentro do partido, o processo para afastarem Theresa May de líder e, consequentemente, do lugar de primeira ministra.

A BBC disse esta noite que a informação surge de vários deputados conservadores, representando várias facções no partido, inclusivamente de um ministro do actual Governo.

O presidente do Comité Conservador de 1922, Richard Brady, o homem a quem são entregues estas cartas, pediu uma reunião com Theresa May amanhã à hora de almoço. Tudo indica que lhe vai comunicar o facto, após o que tornará público o início do processo.

Perante o facto, ou a primeira ministra defende a moção de desconfiança, ou desiste e demite-se. Caso defenda os deputados votam e, para ganhar, precisa de uma maioria simples, isto é, mais um voto do que o total dos contestatários. Se ganhar fica resolvida a questão e durante um ano a sua posição não pode ser contestada dentro do partido.

Caso perca, o partido tem 2 semanas para apresentar os novos concorrentes à presidência e vão a votos. Os dois mais votados disputam entre eles uma nova votação, que determina quem liderará o partido e, por sua vez, será o próximo primeiro ministro.

Se há um mês, a posição de Theresa May entre os deputados conservadores era confortável, agora, depois do cancelamento do voto sobre o acordo do Brexit no Parlamento, parece ser muito mais frágil e a vitória neste tipo de contestação pouco provável.

Muito mais, quando é conhecido que a União Europeia se recusa renegociar o acordo sobre o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia e sem essa disponibilidade o acordo volta ao Parlamento para votação e é chumbado. Qualquer concessão à margem do acordo não terá valor jurídico, o que é sabido não ser aceitável à maioria dos deputados no Parlamento. 

O círculo começa a fechar-se em volta da primeira ministra e os próximos dias serão essenciais para garantir a sua sobrevivência política. Já para não falar do voto de não-confiança que o Partido Nacional Escocês anunciou ir apresentar no Parlamento. Este sim, se conseguir uma maioria de votos, visa o derrube do Governo conservador e a formação de um outro ou eleições gerais.

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