Bolsonaro é o novo Presidente do Brasil

Ao vencer as eleições presidenciais de 28 de Novembro de 2018, Jair Bolsonaro iniciou a maior renovação política no Brasil, desde a democratização de 1985. Consigo traz os militares de volta ao poder e uma vitória confortável da direita, a liberalização da economia e a retoma conservadora dos costumes.

O grande derrotado foi Fernando Haddad, do PT, fruto do resultado da catadupa dos actos de corrupção de anteriores governantes, entre eles Lula da Silva. Derrotados também a maioria dos órgãos de comunicação social brasileiros e internacionais que não se cansaram de alertar o eleitorado para os perigos da eleição de Bolsonaro.

O novo presidente da república brasileira obteve 55,13% dos votos válidos (57,79 milhões de votos absolutos). Fernando Haddad (PT) alcançou os 44,87% dos votos válidos (com um total de 47,04 milhões votos de eleitores). O segundo turno teve ainda 11,08 milhões de votos nulos ou brancos (9,57% do eleitorado). Não compareceram à votação 31,37 milhões de brasileiros (21,30% do eleitorado).

No discurso de vitória Jair Bolsonaro, que se converteu ao liberalismo nas vésperas da campanha, diz que vai defender a Constituição e a democracia.

Se por um lado, nasce na maioria uma sensação de esperança, na oposição paira uma dúvida se a conversão de Bolsonaro é para valer e se seu governo será genuinamente liberal. Ele inclusive já disse que não vai vender as empresas públicas “estratégicas” (Petrobras, Eletrobras, Caixa Econômica e Banco do Brasil).

A grande novidade do governo de Bolsonaro, nesse sentido, tende a ser a introdução do conservadorismo de costumes nas políticas públicas, numa reação à agenda “progressista” associada à esquerda. O conservadorismo é uma pauta de direita que não era articulada como agora e que tampouco teve um governo deliberadamente favorável.

Bolsonaro conseguiu captar um sentimento popular de rejeição ao “progressismo” da esquerda – associado a pautas como a defesa do direito ao aborto, a valorização de minorias, a ampliação dos direitos dos homossexuais, a defesa da teoria de que os géneros masculino e feminino são construções sociais e não imposições da natureza (a chamada ideologia de género), a defesa dos direitos humanos (vistos pela nova direita como uma defesa de criminosos).

Mas, por outro lado, a falta de papas na língua de Bolsonaro também o ajudou a construir uma parcela do eleitorado imagem de político autêntico, num momento em que a maioria dos demais é vista como falsa ao vocalizar um discurso “politicamente correto” – outra agenda associada à esquerda. Promete também combater o crime, a insegurança e uma liberdade mais ampla para os empreendedores e empresários.

Quando a campanha eleitoral chegou, Bolsonaro estava pronto para encarnar no imaginário popular a imagem de defensor aguerrido dos valores tradicionais e cristãos da família brasileira. Seu slogan de campanha foi: “Brasil acima de tudo; Deus acima de todos”.

 

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