Português condenado por violação e abuso sexual a menina de 12 anos

Um homem de Rugby que, repetidamente, abusou sexualmente e e violou uma menina, usando-a para satisfazer os seus instintos sexuais, foi condenado a dezasseis anos e meio de cadeia.

Carlos Mendes, de 53 anos, separado e natural de Abrantes, conquistou a atenção da criança mostrando-lhe o seu afecto, numa altura em que ela era espancada e maltratada em casa, explicou a acusação no Tribunal de Warwick Crown.

O autor do crime, de Claremont Court, Rugby, declarou-se culpado de dois actos de violação, três de atividade sexual com uma criança e dois actos sexuais.

Para além disso, o cinquentenário português admitiu as acusações de agressões indecentes a uma criança e de lhe tirar fotos obscenas  e induzindo-a a enviar-lhe fotos de si mesma.

Encarando Mendes e ordenando que fosse registado na lista de predadores sexuais para a vida, o juiz Anthony Potter, durante a condenação, afirmou: “Você usou a menina para satisfazer os seus próprios instintos libertinos. Foram actos premeditados ”.

Os abusos começaram quando a menina tinha apenas 12 anos, depois algum período de peparação, começando por tocá-la indecentemente e depois fazendo-a tocar nas suas partes íntimas. Mais tarde, começou a relação sexual, que continuou até os 15 anos, muitas vezes depois de sessões de vídeos pornográficos em sua casa.

Numa das vezes, a menina desmaiou durante o abuso, mas Carlos reanimou-a e, depois, teve relações sexuais com ela.

Durante a relação, Mendes ensinou-lhe as suas posições sexuais favoritas, deu-lhe dinheiro e muita atenção, para compensar as alturas em que ela tinha sido espancada e maltratada em casa.

Tal era o seu domínio sobre ela que, mesmo quando já estava acabada a relação, Mendes  convenceu a jovem a enviar-lhe fotos semi-nua por e-mail.

Por fim, no ano passado, a menina foi à esquadra de Rugby e fez um relato detalhado do que lhe acontecera com ele.

No primeiro contacto com a polícia, Carlos Mendes foi preso e entrevistado e negou qualquer atividade sexual com a criança.

Só que depois de encontradas imagens obscenas da criança no seu computador e um documento escrito onde descrevia os acontecimentos atrás citados, onde tentava culpabilizar a menina pelo que havia acontecido, acabou por confessar e ser apresentado em tribunal, onde foi condenado a 16,5 anos de prisão.

Um membro da comunidade portuguesa em Rugby, contactado pelo jornal, disse-nos saber do caso “que é uma vergonha para os portugueses aqui residentes e não só, mas é um bom aviso para todos que a justiça às vezes tarda, mas quando chega não perdoa.” (com o Rugby Observer)

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