Finalmente os carros a gasolina e diesel podem não ser banidos – dizem ministros

Ministros do governo admitem que as viaturas a gasolina e diesel podem não ser banidos até 2040 no Reino Unido , voltando atrás com a proibição anunciada para 2040, que consistia acabar com motores de combustão.

A notícia, publicada no diário britânico Times, diz que a proibição de carros a gasolina e a diesel está sob escrutínio por várias razões. Em primeiro lugar, o plano tem sido criticado por falta de ambição com muitos grupos, incluindo Richard Branson, da Virgin, que pede uma proibição antecipada para 2025.

Isto porque novas dúvidas foram lançadas sobre a proibição, depois que o governo admitir que certos tipos de carros a gasolina e diesel poderiam ser vendidos além de 2040, informa o Times.

Por outro lado, a proibição de motores de combustão iria tornar a maioria dos carros híbridos à venda no Reino Unido também ilegais.

O ministro adjunto da economia britânico, Richard Harrington, vem também negar a intenção do governo cortar completamente as emissões de escape até 20204.

O ministro adjunto sugeriu que o objetivo era, apenas, atingir emissões “praticamente zero”.

“Somos tecnologicamente neutros”, afirmou.

“Pode ser que, até lá, os técnicos de uma das empresas automóvel consiga desenvolver um tipo de motor de combustão interna que tenha saída de emissões zero”, continua o governante, que diz não ser “cientista” e que o Governo apenas estabelece prioridades. “Pode ser que a tecnologia existente possa ser adaptada. Eu não sei.”

No entanto, Richard Bruce, um alto funcionário do Ministério dos Transportes, faz outra leitura e afirma que “as expectativas da grande maioria, será de 100 por cento de emissões zero. Existe, contudo, um entendimento, em certas áreas, para que os motores de combustão interna se mantenham se forem muito mais eficientes.”

Entretanto, Rachel Reeves, do Partido Trabalhista, criticou o governo pela proibição de 2040, afirmando que não existe qualquer orientação sobre como cumprir a proibição anunciada.

Diz a responsável pelos trabalhistas que “os fabricantes precisam de tomar decisões importantes sobre tecnologia e investimento e precisam que o Governo os clarifique, com clareza, sobre o significado para ’emissão zero'”.

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