Alemanha e França substituem o Reino Unido no investimento estrangeiro na Europa

Apesar do Reino Unido continuar a ser o principal destino do investimento estrangeiro para a Europa, segundo estudos da EY, a Alemanha e França têm vindo a diminuir a diferença.

No ano passado a Grã-Bretanha cresceu a uma taxa de 6% de investimentos estrangeiros directos (IED), enquanto a França apresentou rácios de crescimento de 31% e a Europa 10%.

A EY informou que a fatia do mercado de investimentos do Reino Unido caiu pelo segundo ano consecutivo em 2017 e deve sofrer um declínio ainda maior, já que os investidores afirmam vir a apostar, no futuro, na Alemanha. A França passará a ser a segunda opção, apoiada pelo “efeito Macron”, e o Reino Unido será a terceira.

A Grã-Bretanha atraiu 1.205 projetos de IED em 2017, com um aumento de 22% em empresas digitais, em comparação com os 1.019 da França. O investimento médio em empresas digitais na Europa atingiu os 33%.

As preocupações dos investidores sobre o Brexit foram mais sentidas nos serviços financeiros e empresariais e no declínio do número de empresas que abriram as suas sedes no Reino Unido.

A EY afirma que os números contrastam com os dados da OCDE e das Nações Unidas para o Reino Unido, que demonstram um colapso no IED entre 2016 e 2017 de mais de 90%. No entanto, o relatório da OCDE e da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), de 2018, inclui fusões e aquisições, que subiram antes da votação do Brexit e só entraram em colapso em 2017.

O economista-chefe da EY, Mark Gregory, disse que o relatório de sua empresa se concentra em projetos, e não na compra de ações em empresas do Reino Unido.

O ano de 2017 foi, também, um ano recorde na saída de recursos financeiros da união, bem explicito no aumento de 35% de empresas do Reino Unido a investirem na Europa.

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