Pobreza aumenta – 3,7 milhões de adultos no Reino Unido usam o Banco Alimentar

Quase 4 milhões de adultos no Reino Unido são forçados a usar o Banco Alimentar devido a níveis de pobreza “chocantes”, revela um estudo encomendado pelo jornal britânico The Independent.

A mesma pesquisa adianta que um em cada 14 britânicos teve de recorrer ao Banco Alimentar, ou forçados a saltar refeições e a pedir dinheiro emprestado, acusando que as medidas de austeridade os deixam “sem dinheiro para viver”.

O relatório encomendado à Joseph Rowntree Foundation (JRF), mostra que mais de 1,5 milhão de pessoas perderam os empregos no ano passado, um número maior do que as populações de Liverpool e Birmingham juntas.

Isso inclui 365.000 crianças, com especialistas alertando que as mudanças na política de segurança social sob o governo Conservador estão a contribuir para a sucessiva “destruição de famílias”. A miséria é definida por pessoas que não possuem duas “necessidades essenciais”: alimentos e alojamento.

A pesquisa sobre a pobreza alimentar, de uma amostra representativa de 1.050 adultos britânicos, realizada para o The Independent por D-CYFOR, sugere que 7% da população adulta – ou 3,7 milhões de pessoas – usaram o Banco Alimentar para poder comer.

Um milhão de pessoas diminuíram o tamanho das refeições de seus filhos devido às dificuldades financeiras, diz também a pesquisa.

Este estudo foi encomendado quando o Banco Alimentar afirmou que as suas entregas aumentaram 13% este ano até Março. E os resultados são surpreendentes…

Dos que se aproximaram no Banco Alimentar, quarenta e sete por cento não dispunha de artigos de higiene, 46% já lhe faltavam roupas adequadas e 42% não usavam aquecimento. Uma em cada cinco das pessoas necessitadas admitiram não terem electricidade e passarem mal as noites.

O relatório da JRF destacou que uma redução dos benefícios entre 2015 e 2017 baixaram os níveis de contribuição em cerca de 25% e que a introdução  do crédito universal, segundo dados publicados pelo Governo, indicam que 49% dos créditos concedidos resultam em percas de valor nos regimes de subsídios anteriores.

Entretanto, um porta-voz da DWP (Departamento de Trabalho e Pensões) afirmou, ao The Independent, que “o trabalho é o melhor caminho para sair da pobreza e as nossas reformas do sistema social incentivam o retorno ao emprego, ao mesmo tempo em que têm o apoio certo para aqueles que precisam. O crédito universal é a base do nosso compromisso de melhorar os níveis de vida (dos cidadãos), e obriga as pessoas a  entrarem no mercado de trabalho mais rapidamente e ali permanecerem por mais tempo, do que sob o antigo sistema”.

“Este relatório não leva isso em conta, nem as recentes melhorias que fizemos ao crédito universal, incluindo a continuação do pagamento de duas semanas para que os requerentes se mudem para a UC, removendo os sete dias de espera, aumentando os pagamentos antecipados para 100%. e prolongamento dos prazos de reembolso para 12 meses”.

“Desde 2010, um milhão de pessoas foram retiradas da pobreza absoluta e o emprego está a um nível recorde, com 1.000 pessoas entrando no mercado de trabalho todos os dias. Mesmo assim, continuaremos a gastar 90 biliões de libras por ano na assistência social para apoiar os que mais necessitam”.

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